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Acabamento
Problemas com o fechamento de cartuchos? Preste atenção no adesivo Imprimir E-mail
Escrito por Jairo Oliveira Alves   
Qui, 19 de Maio de 2016

Fatores como viscosidade, vida útil e misturas inadequadas podem comprometer todo o processo de acabamento.

O adesivo de PVA, também conhecido como cola à base de água, é composto por uma resina sintética, solúvel em água, preparada a partir de subs­tân­cias químicas conhecidas como polímeros. Além desses componentes principais, os fabricantes podem acrescentar aditivos para melhorar as pro­prie­da­des do adesivo, como fungicidas para combater a formação de mofo. A sigla PVA significa acetato de polivinila, em inglês. O PVA é um adesivo apro­pria­do para materiais porosos como madeira e, na indústria gráfica, para pa­péis, cartões e papelão ondulado. Por isso é largamente utilizado no fechamento de cartuchos e em embalagens em geral. O adesivo PVA é denso, branco e leitoso. Depois de feita a colagem é resistente ao mofo e à umidade.
No processo de colagem, o adesivo de PVA deve penetrar nos poros das su­per­fí­cies a serem unidas. A água do adesivo evapora e os polímeros da resina se unem quimicamente produzindo uma película que une firmemente as su­per­fí­cies. Esse processo de secagem (evaporação da água e polimerização da resina) ocorre muito rapidamente, ainda na mesa de compactação (esteira) da coladeira. No entanto, se a esteira for muito curta, se a coladeira estiver com muita velocidade ou se o adesivo foi alterado (adição de água, por exemplo, ou de­te­rio­ra­ção), pode acontecer de a secagem não ser su­fi­cien­te até o momento de os cartuchos serem empacotados, o que pode resultar na abertura dos cartuchos.
Qualquer bom adesivo deve ter, em primeiro lugar, boas pro­prie­da­des de adesão. Mas é muito importante também que seja estável, não se de­te­rio­ran­do com facilidade, mantendo sua qualidade ao longo do tempo. A viscosidade do adesivo tem grande importância na qualidade da colagem. Pode ser entendida como a resistência do adesivo ao es­coa­men­to. O adesivo mais viscoso escorre mais lentamente. No processo de colagem, se a viscosidade do adesivo estiver muito alta ele terá dificuldade em penetrar no cartão. Já com a viscosidade ­ideal o adesivo tem mais facilidade de penetração, tendo uma distribuição uniforme. Se a viscosidade for baixa haverá necessidade de aplicar mais adesivo, correndo-​­se o risco do produto exceder a área de colagem. Nesse caso, recomenda-​­se adquirir adesivo com a viscosidade ­ideal para o tipo de aplicador e equipamento, evitando-​­se assim a mistura de aditivos pelo operador, o que compromete as características do adesivo.
Outra característica fundamental é o teor de sólido, que é a quantidade total de adesivo menos a quantidade de voláteis. Essa pro­prie­da­de tem grande in­fluên­cia no tempo de secagem e no rendimento do adesivo. Já o tack é a resistência que uma camada de adesivo oferece para se separar em duas. Para entender melhor imagine uma gota de adesivo entre as pontas dos dedos polegar e indicador. Ao abrir os dedos vai ficar um pouco de cola em cada um. Quan­to mais força for necessária para fazer essa separação maior é o tack do adesivo. No processo de fechamento do cartucho, o tack do adesivo tem que ser su­fi­cien­te­men­te alto para manter as duas su­per­fí­cies unidas até que ocorra a secagem. Se o tack for muito baixo, as duas su­per­fí­cies podem se separar antes da secagem, oca­sio­nan­do a abertura do cartucho. Se, além disso, o corte e vinco não produziu canaletas com espessura e profundidade su­fi­cien­tes para o tipo de cartão usado, esse problema vai acontecer com mais facilidade.
Um adesivo com baixo teor de sólidos pode ser mais barato, mas vai apresentar um rendimento mais baixo porque será necessário utilizar mais adesivo para obter a colagem. Dessa forma, o barato pode sair caro. Além disso, há limites com relação à quantidade de adesivo que pode ser aplicada. Se o teor de sólidos é baixo, a secagem também vai demorar mais, assim como pode cair o tack do adesivo. Pode acontecer com mais frequência de o cartucho se abrir antes da secagem.
Há adesivos no mercado que contêm aditivos que aumentam o teor de sólidos, porém não aumentam o real poder de adesividade. São subs­tân­cias mais baratas que os polímeros que de­ve­riam ser usados. Aparentemente, a cola parece ter viscosidade e tack adequados, mas tem menor poder de colagem. Assim, é importante adquirir adesivos de fornecedores idô­neos e observar o desempenho do produto durante o processo.

Fator tempo
A maioria dos produtos compostos, como é o caso dos adesivos PVA, está sujeita a alterações com o decorrer do tempo. Essas alterações podem comprometer os resultados de sua aplicação ou mesmo tornar o adesivo impróprio para o uso. Altas temperaturas e o contato com o ar alteram pro­prie­da­des importantes do adesivo. A evaporação da água provoca o aumento da viscosidade, dificultando a penetração do adesivo nos substratos a serem colados. Por isso, é muito importante observar alguns cuidados na manipulação desse produto:
• Usar sempre em primeiro lugar o adesivo estocado há mais tempo.
• Utilizar o con­teú­do do re­ci­pien­te até o final antes de abrir outro.
• Não utilizar produtos vencidos. Deve-​­se observar a data de vencimento na embalagem do fabricante.
• Nunca misturar a sobra da embalagem velha com o con­teú­do da embalagem nova, mesmo sendo do mesmo fabricante. Colas de aparência quase idênticas são fabricadas com subs­tân­cias de natureza química diversa e por isso não devem ser misturadas. A mistura pode provocar rea­ções químicas inesperadas e alterações nas pro­prie­da­des da cola.
• Se o con­teú­do do re­ci­pien­te não for usado na sua totalidade, a embalagem plástica interna deve ser fechada de modo a retirar-​­se o ar.
• Os re­ci­pien­tes com adesivo devem ser armazenados em am­bien­te com temperatura moderada e constante. Deve-​­se evitar principalmente a exposição ao sol ou ao calor prolongados.
No caso de parte do adesivo secar no re­ci­pien­te onde estiver guardado e houver a formação de crostas, elas devem ser cuidadosamente raspadas e descartadas. Deve-​­se evitar que re­sí­duos secos caiam de volta na cola. Isso porque a cola, depois de seca, não se dissolve mais. A secagem é um processo irreversível. Os re­sí­duos secos misturados na cola líquida irão causar problemas e prejudicar o processo de colagem. Além de crostas — mais evidentes —, a nata que pode se formar na superfície da cola também deve ser retirada com cuidado. Essa nata é a cola que já entrou em processo de polimerização, embora não esteja completamente seca, e não deve mais ser misturada ao restante do adesivo.
Se o corte e vinco está sendo feito adequadamente e mesmo assim os cartuchos se abrem durante a colagem, pode ser necessário contatar o fornecedor de adesivo para que ele substitua o produto por outro mais adequado às necessidades do processo.


Jairo Oliveira Alves é professor de pós-impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 96.

 
Lombada quadrada: evite erros no processo Imprimir E-mail
Escrito por Rogério Jambeiro de Souza   
Qui, 25 de Fevereiro de 2016

O processo de acabamento conhecido como lombada quadrada se caracteriza pela aplicação de um adesivo em uma lombada refilada ou costurada, a qual recebe na sequência uma capa em papel, cartão ou cartolina. A encadernação lombada quadrada confere ao impresso uma aparência mais sofisticada do que a lombada gram­pea­da (lombada canoa).
De maneira geral, nesse tipo de encadernação, as dobras do formato aberto são eliminadas, ficando as folhas soltas. Assim, para a rea­li­za­ção do processo basta que o número total de páginas seja par. É muito utilizada em revistas, livros e catálogos, sendo adequada para volumes de 40 a 200 páginas. O ma­te­rial que recebe essa encadernação não deve ser destinado a manuseio intenso, pois o adesivo pode se romper, dividindo a publicação em duas ou mais partes.
A gramatura e a rigidez do ma­te­rial da capa devem ser especificadas levando-​­se em conta o formato e a espessura do mio­lo. Produtos com capas espessas são difíceis de abrir, podendo se romper e perder o perfil reto. Além disso, aderem mal a mio­los finos, provocando uma flu­tua­ção da capa, que resulta em má articulação. As capas com gramatura e rigidez apro­pria­das pro­por­cio­nam a flexibilidade necessária à lombada.
O objetivo deste artigo é descrever os principais métodos para produção de produtos gráficos com lombada quadrada e os cuidados ne­ces­sá­rios para evitar erros durante seu processo e manuseio.
O processo de encadernação automática pode ser dividido nas seguintes etapas:
• Os cadernos são al­cea­dos (co­le­cio­na­dos) em justaposição formando o mio­lo
• Os mio­los são inseridos na gaveta, onde são firmemente presos por um sistema de prensagem. Em seguida são levados às estações de processamento da lombada (corte, risco e limpeza), colagem, encapamento e prensagem
• Após a prensagem, o produto percorre uma esteira longa ou é recolhido em estrados para o res­fria­men­to da cola
• Após o res­fria­men­to, o ma­te­rial é refilado em guilhotina trilateral
Alguns fatores devem ser levados em consideração durante o projeto do produto. Os principais são:
• Encartes de duas páginas são difíceis de colar e nunca devem ser colocados como primeiro ou último caderno do mio­lo. O transporte do mio­lo ao longo do processo in­va­ria­vel­men­te levará à perda de uma parte desses encartes e quando são processados em máquinas de alta velocidade, devido a seu baixo peso, simplesmente voam.
• Um encarte menor que o mio­lo não poderá ser o primeiro nem o último caderno
• Algumas encadernadoras pos­suem restrições a tipos de dobras ou a cartões respostas. Portanto, a gráfica deve ser consultada pre­via­men­te.
• As capas devem ser 3 mm maiores do que o mio­lo para prevenir o sangramento do adesivo após o encapamento, o que poderia danificar o produto e sujar o equipamento.
• No esquema da dobra deve ser levada em conta a margem de 3 mm para o refile da lombada, em pa­péis de até 90 g/m², e 4 mm naqueles acima dessa gramatura.
• Dobras invertidas, com as folhas fechadas à direita, não podem ser encadernadas automaticamente, pois o transporte do caderno é feito pela dobra da parte su­pe­rior do mio­lo, conhecido como cabeça.
• As marcas de colagem devem ser montadas na cabeça e permanecerem visíveis antes do corte final.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Características do adesivo
Um bom adesivo deve ter alto grau de adesão ao papel, facilidade na aplicação, formação rápida do filme adesivo e vida útil longa. Além disso, deve garantir estabilidade e elasticidade à lombada, não sofrer in­fluên­cias da va­ria­ção na temperatura am­bien­te, ter cor clara ou transparente.
O adesivo hotmelt é cons­ti­tuí­do de resinas à base de copolímeros de etileno, acetato de vinila (EVA), livres de solventes e sólidos à temperatura am­bien­te. As vantagens dos adesivos hotmelt são:
• Curto tempo de aplicação
• Possibilita o refile final do produto em linha
• Lombo reto e estável
• Pro­por­cio­na alta velocidade de encadernação
A cola PUR (poliuretano rea­ti­vo) é um sistema de rea­ção de um único componente, que, após a aplicação em temperatura am­bien­te ou sob ação da umidade e do ar, se entrelaça com as fibras do papel solidificando-​­se. Quan­do curado não retorna mais à condição física an­te­rior. Não permite arredondamento para livros encadernados. O tempo de cura mínimo para manuseio é de seis horas. O empacotamento e transporte requer 12 horas de espera. No entanto, o adesivo PUR apresenta importantes vantagens:
• Excelente adesão às fibras do papel
• Ótima resistência do produto acabado
• Excelente característica de abertura das páginas do mio­lo (lay-​­flat)
• Ótima estabilidade à va­ria­ção de temperatura (de –40 a +80 graus centígrados)
• Elevada vida útil do produto acabado
• Resistência ao ataque dos elementos voláteis das tintas de impressão
• Provoca pouca invasão de colas em páginas espelhadas
• Pequena espessura de aplicação da cola na lombada (0,3 a 0,6 mm)
.
Rogério Jambeiro de Souza é instrutor de pós-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 95

 
Acabamento de fotolivros Imprimir E-mail
Escrito por Jairo de Oliveira Alves   
Seg, 21 de Julho de 2014

O pho­to­book, fo­to­book, ou fotolivro é a evolução técnica do álbum de fo­to­gra­fias. Comparado com o álbum tra­di­cio­nal, o fo­to­book oferece inúmeros recursos — edição de imagens, textos e lay­out, resultando na apresentação das fotos de maneira exclusiva e atraen­te. Do ponto de vista mercadológico, trata-​­se de um produto relativamente novo que diversas gráficas passaram a oferecer. Como se trata da produção de tiragens muito pequenas — de um exemplar a algumas dezenas — o fotolivro é impresso digitalmente. Para sua cria­ção utilizam-​­se soft­wares específicos, de fácil operação. Há sites de empresas es­pe­cia­li­za­das, que também disponibilizam ferramentas para que o clien­te edite seu livro de fo­to­gra­fias e encomende quantos exemplares desejar. O clien­te também pode escolher diversos tipos de acabamento — encadernações di­fe­ren­cia­das e recursos de enobrecimento tais como laminações e vernizes. O acabamento pode valorizar sobremaneira o produto final, sendo decisivo para encantar o clien­te. Assim, oferecer opções va­ria­das a custo competitivo é muito importante para se alcançar sucesso nesse mercado.
As encadernações mais utilizadas para con­fec­cio­nar fotolivros são:
• Lombada canoa
• Lombada quadrada com capa flexível
• Lombada quadrada com capa rígida
• Espiral
• Wire-​­o.

Encadernação de lombada canoa
Neste tipo de acabamento, o fluxo de operações é o seguinte:
• Dobra dos cadernos de paginação
• Intercalação dos cadernos ou al­cea­men­to das folhas para dobrar ao meio e formar o caderno
• Aplicação do grampo
• Refile trilateral.


Os equipamentos para lombada canoa podem ser semiautomáticos ou automáticos (em linha), sendo utilizados conforme as características e os tipos de trabalhos a serem gram­pea­dos.
Os equipamentos semiautomáticos são alimentados ma­nual­men­te e acio­na­dos por comando a pedal ou pneumático, nos quais a gram­pea­ção pode ser executada na lateral ou no dorso do volume.
Os sistemas automáticos são utilizados para mé­dias e grandes tiragens, podendo-​­se se­le­cio­nar e personalizar a quantidade desejada para cada clien­te. Neles, as grampeadeiras automáticas são acopladas com outros equipamentos: impressora digital, co­le­cio­na­do­ra de folhas ou cadernos, estação de gram­pea­ção, guilhotina trilateral e unidade de saí­da com dispositivos para personalização.
Este tipo de encadernação é empregado para volumes de pouca espessura e que tenham poucas páginas, possibilitando uma redução de gastos com ótima qualidade.

Lombada quadrada com 
capa flexível ou capa rígida
Neste processo as folhas soltas ou cadernos são co­le­cio­na­dos po­si­cio­nan­do-​­se um sobre o outro, formando o mio­lo do fo­to­book. Após essa etapa, o mio­lo recebe a preparação da lombada, que consiste na sua prensagem e fresagem, unindo a capa flexível ao mio­lo por meio de adesivo hot melt. Essa encadernação pode ser con­fec­cio­na­da em equipamentos semiautomáticos ou automáticos.
Ao passar pelo grupo de fresagem o mio­lo al­cea­do sofre um desgaste no seu dorso para que o adesivo penetre nas suas folhas internas, pro­por­cio­nan­do uma perfeita colagem tornando-​­o compacto. Na máquina, após o dispositivo fresador, existe um sistema de aspiração para reter os re­sí­duos de papel fresados, não contaminando o próximo 
elemento, que é o reservatório de adesivo.
O mio­lo já fresado recebe o adesivo hot melt na lombada a uma temperatura de 160°C, e logo em seguida recebe a capa pre­via­men­te vincada, por meio de prensagem, formando aí a lombada quadrada. Após a cura do adesivo é feito o refile trilateral.

 

Linha automática para brochura
As linhas automáticas são cons­ti­tuí­das por um conjunto em série de máquinas com diferentes operações, que, interligadas entre si, permitem o fun­cio­na­men­to automatizado, executando o al­cea­men­to, colagem, colocação e prensagem do mio­lo na capa e corte final, em apenas um único ciclo.
A alceadeira é formada por aparelhos de alimentação que permitem o co­le­cio­na­men­to organizado dos cadernos ou folhas soltas, em que cada aparelho é equipado com um dispositivo de controle para rejeitar volume duplo ou falta de alimentação, que fazem parar a máquina indicando no painel a localização do defeito.
Na sequência, o volume co­le­cio­na­do recebe uma prensagem para permitir a fresagem no seu dorso, no qual em seguida a colagem pode ser efe­tua­da ao passar por dois coleiros: um para colagem lateral e outro para colagem do dorso, podendo ter dois rolos ou um bico injetor. O aparelho de alimentação das capas é do tipo contínuo e com possibilidade de vinco. Pos­te­rior­men­te, o volume colado é prensado à capa formando a lombada quadrada.
Em seguida é necessário que o fotolivro quase finalizado resfrie e esteja na temperatura am­bien­te, para evitar qualquer tipo de falha de colagem do mio­lo nesta última operação que é a aplicação do refile trilateral.

Lombada quadrada com capa rígida
O fo­to­book encadernado com capa rígida atende a um público-alvo que exige maior resistência e durabilidade, contendo recursos técnicos di­fe­ren­cia­dos resultando em aspectos visuais mais qualificados. A capa rígida é formada com papelão sólido (Paraná), podendo ser revestido com a laminação de papel impresso, Percalux, papel artesanal, couro, 
tecidos e outros revestimentos.
O mio­lo pronto an­te­rior­men­te agora deve receber um reforço com entretela, papel kraft ou ma­te­rial tipo gaze na sua lombada. Também será aplicado nos dois pontos extremos da lombada um ca­be­cea­do formado por tecido, que torna discreto um vão existente entre a capa e o mio­lo. Para formar a encadernação com capa rígida, é necessária a ­união do mio­lo com a capa executada, por meio da adesão de folha de guarda, garantindo a sua resistência.

Encadernação com espiral
Este sistema consiste na encadernação de folhas soltas contendo ori­fí­cios redondos para a introdução de espirais metálicos revestidos ou de plástico colorido, para fazer a ­união da capa ao mio­lo. Trata-​­se de processo relativamente simples e barato, que resulta em um volume com boa abertura e fácil de ma­nu­sear. No entanto, não pro­por­cio­na aspecto nobre ao produto final.

Encadernação com Wire-​­o
Este sistema consiste na encadernação de folhas soltas contendo ori­fí­cios retangulares ou quadrados para a introdução de garras metálicas em duplo anel, revestidas com plástico colorido, para fazer a ­união da capa ao mio­lo. Tem características semelhantes ao acabamento tipo espirais.

A escolha do processo de acabamento do fo­to­book deve levar em conta a oferta de opções que possam encantar o clien­te, custo competitivo e adequação às tiragens. Para as pequenas tiragens que caracterizam esse tipo de produto, opções manuais ou semiautomáticas costumam ser a primeira escolha. No entanto, a padronização de formatos e características (templates), alia­da à flexibilidade de sistemas automatizados, pode permitir a composição de tiragens maiores com o agrupamento de diferentes encomendas, rentabilizando os processos e justificando o investimento em equipamentos 
mais complexos e produtivos.    

Jairo de Oliveira Alves é professor de Pós‑Impressão na Escola Senai Theobaldo 
De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 89

 
Acabamento digital e convencional: unidos pelo nascimento, separados nas necessidades Imprimir E-mail
Escrito por Ivy Sanches   
Seg, 19 de Março de 2012

O processo gráfico digital, comparado ao processo con­ven­cio­nal, tem características diferentes que interferem diretamente na concepção do lay­out da gráfica, no fluxo de trabalho e também nas práticas operacionais, incluindo consequentemente o perfil dos colaboradores, que precisam ter o conhecimento adequado e o domínio das técnicas específicas compatíveis aos equipamentos e ao ritmo dos serviços prestados. Hoje, o que notamos no mercado de impressão digital é que seu crescimento muitas vezes está ligado às ações de empresas de pré-​­impressão, as quais, no desenvolvimento natural de seus ne­gó­cios, passam também a oferecer serviços de impressão digital.
Além disso, as gráficas que atendem a grandes e mé­dias tiragens tendem a implantar em seus parques gráficos setores dedicados à impressão digital com o intuito de rea­li­zar trabalhos especiais e também atender integralmente às necessidades de seus clien­tes. Mas, olhando mais de perto para esse cenário — que se expande em todo o mundo, inclusive no Brasil, em ritmos bem pe­cu­lia­res —, notamos algumas ressalvas. A inserção de equipamentos de impressão e alta tecnologia para atender a contento à demanda e à rapidez do mercado digital gera discussões e rea­va­lia­ções nos processos e nos equipamentos de pós-​­impressão.
O todo tem de interagir de forma perfeita e integrada para suprir as expectativas de prazo, qualidade e preço, pois, nesse mercado, que já é bastante competitivo, não existe espaço para falhas, atrasos, custos e perdas des­ne­ces­sá­rias.
Equipamentos e mão de obra têm que ser pertinentes à fluidez do processo e a configuração do equipamento de impressão deve ser coe­ren­te com a dos equipamentos de pós-​­impressão e processos de be­ne­fi­cia­men­to.

Acabamento: necessidades específicas
Os processos de pós-​­impressão tradicionais, incluindo as ações básicas de acabamento, como refile, vinco, dobra e al­cea­men­to, são ne­ces­sá­rios também nos produtos da impressão digital e a qualidade exigida é a mesma, porém o tempo de acerto é outro.
Salvo raras exceções, pensar num todo no fluxo de trabalho con­ven­cio­nal e digital (incluindo a pós-​­impressão) exige que se atente a algumas diferenças importantes. O timing de ambos os processos é diferente. Nos processos convencionais, o tempo de acerto é outro, o tempo para se ter a primeira impressão com condições de uso é outro. Sendo assim, a chegada do produto impresso para finalização também tem seu ritmo próprio, por mais ágeis e automatizadas que estejam se tornando as funções de impressão hoje em dia.
Se analisarmos fria­men­te o tempo geral de produção (impressão e acabamento) de um método con­ven­cio­nal offset e de um sistema digital, notaremos que, se usarmos os mesmos métodos de acabamento, trabalharemos com uma perda de tempo considerável, com um desperdício de ma­te­rial inaceitável e, portanto, no cômputo geral, a gráfica ficará com dificuldade de fechar sua balança.
Por exemplo, a matéria-​­prima utilizada para o acerto dos equipamentos tradicionais corresponde a uma boa parte da tiragem de um produto pro­ve­nien­te de impressão digital, ou seja, é impossível perder 10 folhas em uma tiragem de 100 ou 200 exemplares. O fluxo do processo produtivo também tem de ser contínuo no digital. Em gráficas que já “nascem” digitais,geralmente há menor resistência e a tendência é procurar investir em equipamentos com tamanho, setup e tecnologia compatíveis ao mercado digital.
A gráfica que nasce digital geralmente procura o máximo de competitividade e qualidade e, portanto, não tem dúvidas na hora da escolha de equipamentos que permitam e possibilitem um fluxo de produção coe­ren­te para gerar lucros e não permitir perdas e desperdício.
Contudo, nas gráficas que atendem tiragens maiores e investem no segmento digital pelas razões já citadas, há a tendência de tentar aproveitar os equipamentos e o fluxo de pós-​­impressão já existente. Essa prática geralmente prejudica a receita, pois, além do gargalo no setor de acabamento, gera-se um pre­juí­zo no fluxo de serviços maiores (não ne­ces­sa­ria­men­te mais importantes). Nesses casos, o setor da impressão digital passa a ser um problema ao invés de gerar di­fe­ren­cial à gráfica e alternativas de soluções aos clien­tes, o que prejudica ob­via­men­te o retorno rápido e esperado do investimento feito nas caras máquinas de impressão digital.

Enobrecimento digital
A questão vai além da simples adequação do acabamento à impressão digital. É comum, quando se pensa num impresso digital, que se trabalhe o lado emotivo do clien­te, a di­fe­ren­cia­ção não somente pela personalização como também por outros atrativos compatíveis à produção de peças promocionais muitas vezes uni­tá­rias.
Os processos de be­ne­fi­cia­men­to como verniz UV e hot stamping na impressão digital são muitas vezes suprimidos devido ao alto custo e à in­via­bi­li­da­de de terceirização em tiragens baixas. Isso contraria as necessidades e expectativas dos clien­tes de produtos pro­ve­nien­tes de impressão digital que buscam as mesmas alternativas de enobrecimento que o processo con­ven­cio­nal em mé­dias e altas tiragens permite.
Os processos de enobrecimento atual­men­te também são possíveis e acessíveis nas produções sob demanda. Hoje, convites ou qualquer outro impresso podem ser finalizados com técnicas de hot stamping em que a fita adere diretamente ao toner sem a necessidade de confecção de clichês ou matriz e ainda simula a aplicação de verniz UV, além da laminação holográfica. Isso possibilita agregar valor ao produto gráfico sem aumentar custos, uma vez que o equipamento é compacto e relativamente barato, além de integrar-se às novas tec­no­lo­gias, pois, por não ter clichê, permite a confecção de dados variáveis em hot stamping.
Já existem equipamentos dedicados, compactos, rápidos e principalmente acessíveis para a pós-​­impressão no mercado digital. Hoje é possível ter vinco e dobra si­mul­ta­nea­men­te, serrilhas, vincos perfeitos nas impressões a laser, alceadeiras práticas e precisas pensadas e cons­truí­das es­pe­cial­men­te para atender impressões sob demanda visando garantir produtividade, aperfeiçoar a qualidade e otimizar lucros.
Portanto, as possibilidades e adequações técnicas devem se moldar às expectativas e necessidades impostas pelo mercado. Ser conciso na tomada de decisões e na aquisição de equipamentos gráficos é fundamental, pois um fluxo adequado com equipamentos dedicados e corretos po­ten­cia­li­za os resultados na qualidade, atendimento de prazos, receita e rápido retorno de investimentos.

Ivy Sanches é professora de Produção Gráfica na Unip (Universidade Paulista) e assessora de diretoria na Diginove.

Texto publicado na edição nº 81

 
Adaptação de ilustrações para livros infantis por processo de flocagem Imprimir E-mail
Escrito por Vivian de Oliveira Preto e Cláudia Matsumoto   
Seg, 05 de Dezembro de 2011

Uma pesquisa de mestrado revelou que a maior parte dos livros voltados para os de­fi­cien­tes visuais possui poucas figuras adaptadas e que, na maioria das vezes, durante a adaptação, se perdem informações importantes quanto a volume e textura dos objetos.
O processo de adaptação de ilustrações para os de­fi­cien­tes visuais é muito complexo. Algumas instituições voltadas para a assistência à pessoa cega e o MEC aconselham o designer a utilizar os recursos de ilustração da forma mais simples possível, lembrando que nem sempre o que é “bonito” para os olhos é legível para a percepção tátil.
As crian­ças sentem falta de desenhos nos livros, principalmente porque elas sabem que as ilustrações existem! Isso porque, com a inclusão de pes­soas com de­fi­ciên­cias no ensino regular, elas têm contato com outras crianças, e estas citam as ilustrações, as cores e as formas dos desenhos.
A impressão de ilustrações em relevo pode ser feita em serigrafia, com tintas PUF, ou com relevo americano. No que diz respeito à serigrafia há uma gama de vernizes e tintas que podem vir a pro­por­cio­nar diferentes sensações táteis para o de­fi­cien­te vi­sual. No caso da pesquisa citada as figuras foram adaptadas por meio de impressão serigráfica, com tinta PUF e flocagem.
Esses dois processos foram escolhidos porque o livro adaptado foi A Bela e a Fera, que tem uma particularidade no final da história: a transformação da Fera em uma pessoa. A adaptação dessa metamorfose é de suma importância para o entendimento do contexto da narrativa pela crian­ça. Dessa maneira, toda a dia­gra­ma­ção do texto e dos elementos compositivos da trama foi projetada levando em conta o processo final de impressão e acabamento, serigrafia e flocagem.

Produção
O primeiro passo para a adaptação do livro foi a digitalização de todas as páginas e a vetorização das imagens com a aplicação de cor e sombra. Depois os textos foram transformados em braille e as imagens tiveram seu contorno adaptado para a impressão em tinta PUF. O livro foi projetado para que tanto crian­ças de­fi­cien­tes visuais quanto as que enxergam pudessem lê-lo. Com isso, a página esquerda do livro foi impressa em processo digital e a da direita tem as adaptações: os textos em braille e imagens em alto relevo (1 e 2).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As letras em braille e os contornos das figuras foram impressos em serigrafia com a utilização da tinta PUF para gerar a altura necessária dos pontos. Contudo, queríamos um di­fe­ren­cial neste projeto e por isso escolhemos o rosto do personagem Fera para utilizarmos o processo de flocagem, que permite à crian­ça com de­fi­ciên­cia vi­sual sentir, pelo toque das mãos, que se tratava de um rosto aveludado e macio (3).

Flocagem
Depois de impresso, o livro foi levado para a flocagem. Este processo tem ampla aplicação na indústria têxtil, calçadista e também tem sido usado em vá­rios produtos do nosso dia a dia, como objetos de decoração, sacolas, capas de caderno, caixas, taças, imagens de santos ou agendas, sempre como agregador de valor, dando às su­per­fí­cies nas quais é aplicado uma sensação aveludada. Por conta da grande va­rie­da­de de utilizações, há no mercado máquinas de flocagem que trabalham com quase todos os materiais, como papel, tecido e plástico. A matéria-​­prima utilizada é composta por fios de nái­lon de vá­rias cores cortados em tamanho milimétrico.
O processo fun­cio­na da seguinte forma: na arte fazemos uma cor es­pe­cial somente para as ­­áreas onde serão aplicados os flocos de nái­lon. Dessa cor es­pe­cial será gerado um fotolito e gravada uma tela para serigrafia. Nas páginas que têm a presença dos dois tipos de processo, serigrafia e flocagem, a impressão de tinta PUF não recebeu o termoaquecimento, que tem de ser efe­tua­do após o processo de flocagem para alcançar o registro perfeito (4).


Com a tela pronta, acertamos primeiro o registro por cima do trabalho já impresso com tinta PUF. Coloca-se então a cola na tela e esta é transferida para o papel. O processo é muito parecido com a impressão em serigrafia com a diferença de que “imprimimos” a cola, e não a tinta. Após a aplicação, o papel é levado para uma máquina específica que sopra o nái­lon sobre a cola. No final, onde havia a cola teremos nái­lon colado; a sensação tátil é da textura de camurça.
Após impresso e acabado, levamos o trabalho para que crian­ças de­fi­cien­tes visuais fizessem um teste de legibilidade. Elas conseguiram sem dificuldades ler os textos em braille e entender o conceito de cada imagem. Claro que a imagem que mais atraiu atenção foi a do rosto da Fera com sua textura aveludada, provando o ponto que de­fen­día­mos e mostrando que o uso da serigrafia com o processo de flocagem para esse tipo de reprodução é extremamente interessante. Outras texturas podem ser utilizadas para um melhor entendimento das imagens e facilitando a assimilação do con­teú­do pelo de­fi­cien­te vi­sual.
Por fim, com o livro pronto e testado por crian­ças com de­fi­ciên­cia vi­sual, a ideia da flocagem mostrou-se muito válida, só restando então para sua utilização efetiva a cons­cien­ti­za­ção e contribuição dos em­pre­sá­rios e técnicos da área dispostos a investir no aprimoramento da produção desse ma­te­rial tão importante como recurso edu­ca­cio­nal. Os de­fi­cien­tes visuais também necessitam de livros desde cedo e o mercado gráfico ainda não está preparado para atender essa carência, devido às dificuldades técnicas e altos valores que envolvem os atuais métodos de impressão de literatura braille. Isso torna esse ma­te­rial, tão necessário, escasso e inacessível às classes menos favorecidas.

Vivian de Oliveira Preto é coordenadora de formação inicial e continuada da Escola Senai Theobaldo De Nigris e Cláudia Matsumoto é aluna do curso Técnico em Artes Gráficas da Escola Senai João Martins Coube

Texto publicado na edição nº 80

 
Problemas e soluções na impressão de hot stamping Imprimir E-mail
Escrito por Tobias Meyer   
Seg, 03 de Outubro de 2011

A impressão feita com películas de hot stamping é um sistema utilizado há muitas décadas no Brasil. Na maior parte desse período, o método foi empregado para impressos finos e de pequena quantidade, como convites e embalagens de produtos de alto valor agregado. Essa restrição se dava por dois motivos: a carência de máquinas que pudessem imprimir em grandes formatos e com boa 
produtividade e o elevado custo do material.
Essa realidade mudou há alguns anos. Atualmente, com a grande oferta de maquinário e a queda brusca no preço do produto, a decoração dos mais diversos impressos está sendo feita com hot stamping. Temos casos de embalagens com altas tiragens e até revistas com periodicidade mensal que utilizam este acabamento.
Com essa mudança de mercado, a principal dificuldade encontrada é obter bons profissionais para a execução dos serviços. Antes poucos, quase artesãos, dominavam a técnica. Agora há uma demanda 
imediata por pessoas aptas a executar a tarefa.
A técnica de aplicação é um processo simples, que alia temperatura, tempo e pressão. O primeiro passo é a escolha da película correta. Na ilustração pode ser vista a fita hot stamping com a separação das diferentes camadas de que ela é composta.
Todas essas camadas são importantes e influem diretamente na qualidade final da aplicação. A camada do adesivo deve ser compatível com a superfície sobre a qual será feita a aplicação para garantir transferência e ancoragem adequadas. A camada de metal determina a cor da fita hot stamping. A laca de proteção tem a finalidade de proteger a camada de metal e é ela que determina se o hot stamping aplicado poderá ou não receber impressão posterior (película overprintable ou não). O desmoldante está relacionado com a área de aplicação. Um desmoldante mais “duro” é ideal para impressão de áreas pequenas a médias, permitindo ótima definição para letras e grafismos com áreas em negativo e em positivo. Por fim, temos o filme suporte, que é uma película de poliéster que serve como veículo de transporte para as outras camadas.
Feita a escolha da fita mais adequada, é preciso ainda ter alguns cuidados com o acerto de máquina. A especificação técnica da temperatura de determinada película é apenas o parâmetro inicial de ajuste. Para regular a temperatura certa de um serviço é preciso considerar o substrato sobre o qual será feita a aplicação, o tipo de máquina utilizada, a área de aplicação e as condições do ambiente. Para ajuste de pressão, é recomendado que seja utilizado apenas o necessário para que os clichês encostem por igual no substrato. Feito isso, será preciso fazer calços sobre a chapa do padrão para corrigir imperfeições da máquina e dos clichês.
É importante fazer uma proteção sobre os calços — utilize chapas plásticas com 1 mm de baquelite, epóxi ou polipropileno. Algumas máquinas possuem regulagem de velocidade. Este é um recurso que pode auxiliar na transferência do hot stamping, principalmente em áreas de aplicação chapadas onde normalmente é mais difícil conseguir 
uma transferência completa.
Nunca faça o acerto de máquina utilizando apenas um parâmetro. A perfeita combinação de temperatura, pressão e velocidade garante a execução de um trabalho com mais qualidade e menor 
número de paradas de máquina.
Processos anteriores à aplicação do hot stamping podem influir diretamente na qualidade final do produto. A tinta offset precisa estar totalmente seca para ancorar a impressão hot stamping. Em trabalhos que tenham impressão chapada de cores escuras é necessário um tempo maior de secagem. Para impressos que tenham aplicação de laminação BOPP, é importante saber a procedência do material, que necessariamente precisa ter tratamento corona. Também é importante obedecer à recomendação de temperatura de laminação especificada pelo fabricante. Temperatura em excesso pode danificar a camada do BOPP, causando dificuldade na aplicação. O hot stamping pode ser aplicado sobre vernizes à base d'agua e à base de solvente sem dificuldades. Para aplicação sobre verniz UV há sérias restrições. Por utilizar silicone na sua formulação, esse verniz impede a ancoragem de outros acabamentos sobre ele. Há no mercado vernizes próprios para aplicação do hot stamping. Recomendo que sejam feitos testes antes da execução do serviço e que na produção seja seguida a mesma receita do teste, inclusive a camada aplicada. O verniz UV pode ser aplicado sobre uma impressão hot stamping sem problemas, desde que o material utilizado seja overprintable.
Faça preferencialmente a estocagem das bobinas de hot stamping na posição vertical. Peso excessivo pode danificar o material, causando vincos no filme e dificuldade para fazer o corte das bobinas. É recomendado que o local de estocagem mantenha uma temperatura ambiente entre 9 e 26°C e umidade do ar entre 30 e 60%.


Tobias Meyer é técnico da Crown Roll Leaf do 
Brasil, com 14 anos de atuação no mercado gráfico.

Texto publicado na edição nº 79

 
Imprimi. E agora? Imprimir E-mail
Escrito por Silvane Salamoni   
Ter, 17 de Maio de 2011

Recentemente, o site da ABTG divulgou um levantamento rea­li­za­do pela ANconsulting, empresa de consultoria es­pe­cia­li­za­da em ne­gó­cios gráficos, sobretudo os que envolvem impressão digital. O levantamento afirma que gráficas de diferentes portes que investiram na tecnologia digital crescerão cerca de 22% em 2011 em relação ao ano passado.
Tais dados confirmam algo que já é sabido pelo mercado: a impressão digital está se tornando uma das prin­ci­pais forças de atração de novos investimentos. O crescimento da impressão digital como negócio abre, por sua vez, uma nova necessidade dentro das gráficas: investir em soluções de acabamento digital para esse tipo de aplicação. Em princípio, é mui­to comum o empresário gráfico, sobretudo o de gráficas pequenas, não atentar para essa necessidade e usar seus sistemas de acabamento tra­di­cio­nais para finalizar (vincar, cortar, dobrar, colar etc.) seus impressos di­gi­tais. Isso, na maio­ria das vezes, incorre num erro. Pois os impressos di­gi­tais, da mesma ma­nei­ra que se di­fe­ren­ciam no processo de impressão, por permitir bai­xas tiragens ou tiragens uni­tá­rias com personalização one to one, também precisam de aplicações dedicadas de acabamento para que sejam finalizados com qualidade. Ou seja, não adian­ta investir em equipamentos de qualidade para impressão digital se não há, no final do processo, sistemas que assegurem um acabamento com igual qualidade.
Essa afirmação pode ser ilustrada com um exemplo simples. Na maio­ria dos casos, as impressoras atual­men­te dis­po­ní­veis no mercado usam tecnologia de toner, principalmente quando falamos de impressoras de ponta. Só que, como é sabido, o toner, ao contrário da tinta à base de água, não penetra no papel — ele fica concentrado na superfície do substrato. Agora, imagine que, na dobra ou corte, a folha sofra um tipo de estresse (pressão) que rasura ou arranca esse toner facilmente. O resultado são os filetes brancos provocados em ­­áreas onde o toner foi, literalmente, removido pelo processo de acabamento — faca ou pressão para dobra.
Quan­do falamos em equipamentos es­pe­cial­men­te cria­dos para acabamento digital, estamos falando, portanto, de tec­no­lo­gias que res­pei­tam as características desse tipo de impresso. Alguns sistemas de acabamento, como os de corte, já estão mais adaptados aos processos envolvendo impressão digital. Neles, as facas já vêm preparadas para cortar impressos em toner. Mas em vá­rios ou­tros itens que envolvem o acabamento de um produto gráfico isso não ocorre. Um exemplo rápido são os sistemas de vinco, que permitem que as folhas recebam vinco sem pressão usando sistema inteligente (mas simples) macho/fêmea, no qual o vinco é fei­to sem rasura alguma.

Acabamentos dedicados
Outros paralelos que podemos traçar, em termos de tecnologia, são as vantagens de se trabalhar com sistemas de acabamentos adaptados ao digital em processos de binder, dobra e guilhotina, devido ao tempo mais curto de acerto da máquina. Como se tratam de impressos em tiragens bai­xís­si­mas, mui­tas vezes uni­tá­rias, é inconcebível que haja desperdício de substrato. Linhas desenhadas para impressos di­gi­tais trazem um setup menor, com o qual a troca de funções se torna mais rápida, já que o giro entre diferentes trabalhos é mui­to ­maior, devido às bai­xas tiragens (equipamentos para acabamento digital são pensados para equilibrar tempo e produtividade). Não é viá­vel que os processos de vincar, cortar ou dobrar cinco ou 10 catálogos demandem um tempo de acerto igual ao encontrado em um equipamento similar para saí­da offset. Por fim, deve-se considerar o design dessas máquinas. Normalmente, as gráficas di­gi­tais são menores e o la­yout desses equipamentos res­pei­ta isso. Trata-se de maquinário compacto que ocupa pou­co espaço. Além disso, a gráfica digital normalmente trabalha com “balcão”, é voltada para atendimento de rua, e isso se reflete em toda a estrutura de seu parque de produção, que deve permitir agilidade em pou­co espaço.
É possível perceber que, em um plano de investimento ­ideal, não se deve olhar apenas para o parque de impressão, e sim para a ca­deia como um todo. Esse tipo de visão já é comum nas gráficas tra­di­cio­nais e deve migrar também para as gráficas di­gi­tais. Afinal, a exigência de qualidade por parte de clien­tes e do mercado, em geral, não muda. E, à medida que os impressos di­gi­tais asseguram uma diversificação na oferta de trabalhos gráficos, o empresário deve estar atento às formas de produzir esses impressos com qualidade máxima.
Portanto, se de um lado fala-se mui­to sobre abrir aplicações para incentivar o crescimento das vendas no mercado de impressão digital e no número de páginas impressas com esses sistemas, os compradores desse tipo de tecnologia (ou seja, gráficos) devem atentar para uma ter­cei­ra e adicional questão: se vou imprimir, preciso dar a esse impresso um acabamento condizente com a qualidade que meu clien­te espera.
Assim, temos, ao final, não somente a venda de produtos para se imprimir digitalmente. Temos a venda de uma solução total ao clien­te. Esse, sim, é um novo mercado: o que permite a impressão em bai­xas tiragens e tiragens personalizadas e, também, que possibilita a produção de um impresso belo, bem acabado, e um fluxo de trabalho todo adaptado e pensado para a impressão digital.

Silvane Salamoni é diretora da Diginove Equipamentos Gráficos

Texto publicado na edição nº 77

 
Aplicação de cold stamping em flexografia Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Paulo Rodrigues Fernandez e Alex Arlindo Mota Correia, com a colaboração de Tobias Meyer e Juliana Coelho de Almeida   
Qui, 17 de Junho de 2010

Cold stamping é um sistema de enobrecimento utilizado em vários processos de impressão, principalmente em flexografia e rotogravura, na produção de etiquetas, rótulos e embalagens semirrígidas. Trata-​se da aplicação de um filme metalizado sobre o material impresso. Essa aplicação é feita a frio, por meio de um adesivo, ao contrário do similar processo de hot stamping, em que a laminação é feita a quente.

 
Modernos sistemas de corte com guilhotina Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Alberto Pérez Bernal   
Seg, 01 de Fevereiro de 2010

Também nos processos de corte, a redução dos acertos e a conservação de altos de níveis de qualidade são decisivos.

 
Uso de verniz base de água Imprimir E-mail
Escrito por Célio Silva   
Seg, 23 de Novembro de 2009

Possíveis problemas e soluções na aplicação on-​line de verniz base de água.

 
Você pratica fulfillment? Imprimir E-mail
Escrito por Cristina Paulon   
Seg, 26 de Outubro de 2009

Bastante abrangente, a expressão resume a satisfação do cliente desde o planejamento de um produto até sua entrega no cliente final.

 
Facas gráficas, sinônimo de precisão Imprimir E-mail
Escrito por Tânia Galluzzi   
Sex, 05 de Junho de 2009

A confecção de facas evoluiu muito, principalmente com a introdução do corte a laser. Entenda como são produzidas essas peças fundamentais para a qualidade no acabamento.

 
Plastificação e laminação Imprimir E-mail
Escrito por Mônica Della Matta   
Sex, 05 de Junho de 2009

Conheça detalhes sobre os processos de plastificação e laminação, bastante explorados na pós-impressão.

 
Oportunidades no segmento de cartões impressos Imprimir E-mail
Escrito por Paul Dirienzo   
Ter, 31 de Março de 2009

Aumento na demanda e o desenvolvimento de equipamentos para tiragens menores impulsionam esse mercado.

 
Bobst apresenta tratamento de plasma em evento no Senai Imprimir E-mail
Qui, 01 de Janeiro de 2009

Sistema promete reduzir custos e elevar a qualidade na produção de cartuchos.

 

 
Por que não começar pelo acabamento? Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Suriani   
Seg, 03 de Março de 2008

Cada vez mais os recursos de pós-impressão estão sendo usados para agregar valor e diferenciar o produto gráfico.