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Como Funciona
Crossmedia, por que não? Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Qui, 25 de Fevereiro de 2016

Uma das tec­no­lo­gias ou modelos de comunicação e mar­ke­ting da atua­li­da­de é o crossmedia ou a distribuição de con­teú­do, muitas vezes centralizado num sistema de múltiplas saí­das, coligadas. O con­teú­do dis­tri­buí­do pode ser de música, texto, imagens, vídeo, no­tí­cias etc. As saí­das normalmente pos­suem alguma ligação (link) com as outras mí­dias, provocando um acesso combinado pelo usuá­rio de diferentes mí­dias, como televisão, jornal, revistas, computadores e smartphones. Quan­do os meios são eletrônicos, a presença da internet é quase sempre necessária, como agente de ligação.

O que é
O comportamento dos consumidores muda con­ti­nua­men­te, regido por fatores culturais, sociais, econômicos e, ultimamente, em função das novas tec­no­lo­gias de comunicação. Os agentes econômicos buscam constantemente novas maneiras de entregar suas mensagens, sempre que possível de forma personalizada, e isso impõe um custo elevado a comunicações 1:1, ou dedicadas àquele consumidor. Porém, as novas arquiteturas de comunicação vêm via­bi­li­zan­do essa modalidade de customização, entregando informações relevantes e interessantes aos clien­tes, colaboradores e parceiros de ne­gó­cios. Crossmedia é esse conjunto integrado de ferramentas de comunicação. Outra definição de crossmedia é a entrega de mensagens relevantes a um público-​­alvo com diversos canais de comunicação integrados, como impressos, rádio, televisão, internet e serviços móveis, crian­do vínculos entre os canais que podem ser si­mul­tâ­neos, síncronos, ou sequenciais, e assíncronos. Apesar de essas definições serem ba­sea­das no gerador das mensagens, na outra ponta o uso das soluções de comunicação crossmedia é calcado no modo como o consumidor usa os veí­cu­los de comunicação e o sentido que eles têm em sua vida. Na ponta, os consumidores controlam seu fun­cio­na­men­to, decidindo quando e onde querem acessar con­teú­dos específicos, como imagens, filmes ou textos.

Integração
Uma das características da integração entre as mí­dias é que tal processo só é possível graças à ­união entre diferentes empresas e es­pe­cia­lis­tas. Editores, por exemplo, dis­tri­buem artigos publicados em revistas impressas em outras mí­dias como CDs ou blogs. Hoje os grandes produtores de con­teú­do ­criam os con­teú­dos de uma determinada forma e depois os adaptam para o canal desejado, como um programa de TV que vira um podcast ou vi­deo­cast, podendo ser assistidos off-​­line, quando o usuá­rio desejar. Se gostar, o usuá­rio pode ainda dar uma nota para o produto, colaborando para que outros usuá­rios adiram àquele con­teú­do.
Crossmedia se define não como uma tecnologia específica, mas como uma ferramenta para atingir um determinado público, através de diferentes canais. Essa estratégia passa pelo planejamento, quando as pre­fe­rên­cias do público-​­alvo são levadas em consideração (Wikipedia). Tais pre­fe­rên­cias são guiadas principalmente por quatro questões:
Quan­do – quando o consumidor deve ser contatado?
Ritmo – quanto tempo devo esperar entre
o primeiro contato e o segundo?
Frequência – com que assiduidade devo verificar o consumidor?
Persistência – se o consumidor não responder, por quanto tempo devo manter certa oferta a ele?

Mar­ke­ting
Para os profissionais da área essa modalidade de comunicação envolve o uso de diferentes mí­dias, considerando as características específicas de cada uma na mobilização da atenção do consumidor. A razão da integração entre meios de comunicação é aumentar a abrangência de uma determinada campanha a fim de maximizar seu impacto junto ao público-​­alvo. Uma das utilizações mais frequentes, es­pe­cial­men­te com o uso de redes sociais, é aumentar a intimidade dos consumidores com produtos e marcas, tornando o consumidor mais íntimo das especificidades da marca, produzindo uma
ex­pe­riên­cia mais rica.
Um exemplo do uso de crossmedia é a Disney, que no lançamento de novos filmes coloca bonecas dos personagens nas lojas de brinquedos e, ao mesmo tempo, disponibiliza em escolas e para pe­dia­tras adesivos gratuitos dos personagens do filme. A empresa entra nas cadeias de fast­food com toa­lhas de mesa, caixas de san­duí­ches, e nas lojas de departamento com roupas, sapatos, mochilas e livros de colorir. Além disso, faz campanhas online, aplicativos para smartphones, site de jogo temático, página no Fa­ce­book. E em todas as ações online os usuá­rios ganham pontos que dão direito a brindes.

Produtos impressos
Quan­do utilizados meios de comunicação impressos, as principais tec­no­lo­gias que via­bi­li­zam a integração entre as mí­dias são o QR Code e a Rea­li­da­de Aumentada (AR). Além disso, a presença de cupons, códigos de barras ou links para sites, nos quais o consumidor es­pon­ta­nea­men­te acessa informações integradas ao ma­te­rial impresso, são formas de integrar impressos ao universo crossmedia. As comunicações impressas são extremamente importantes para a humanidade e não devem depender de integração com outras mí­dias para ocupar seu papel na cultura. No entanto, sua inserção é extremamente benigna, dinamizando sua utilização e dando ao produto estático uma ligação dinâmica, graças ao interesse dos
usuá­rios e consumidores.

Bruno Mortara é superintendente do ONS27, coordenador do ISO / TC130 / WG13 – Avaliação da Conformidade, diretor técnico da ABTG Certificadora e professor de pós-​­graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

Artigo publicado na edição nº 95

 
QR Code e Realidade Aumentada Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Qui, 29 de Outubro de 2015

O código QR (QR Code) é um símbolo bi­di­men­sio­nal definido e padronizado pela norma in­ter­na­cio­nal ISO/IEC 18004. Inventado em 1994 pela Toyota, está incorporado à rotina de milhares de empresas e de pes­soas que utilizam o código frequentemente com os mais diversos objetivos. Cria­do ini­cial­men­te para superar as limitações dos códigos de barra, o QR agrega cerca de 100 vezes mais dados que seu predecessor. Esse po­ten­cial permite que se codifiquem informações em línguas orientais — que pos­suem milhares de caracteres —, além de dados precisos sobre produtos, serviços e embalagens.


Os dados armazenados em um código QR (de tamanho máximo) podem ter até 7.089 caracteres numéricos, 4.296 caracteres alfanuméricos, 2.953 caracteres de dados ou, ainda, 1.817 caracteres de dados em Kanji (caracteres chineses adotados pelos japoneses). Para sua leitura, é preciso um telefone celular equipado com câmera, acesso à internet e um aplicativo específico de leitura de QR. Assim que o aplicativo do telefone captura o código com a câmera é disparado um acesso à internet, via aplicativo ou pelo navegador. Além disso, o aplicativo pode disparar ligações telefônicas, ví­deos, sons, SMS ou e-​­mails. O código QR tem capacidade de leitura de alta velocidade em todas as direções, o que possibilita aplicações inusitadas. Uma de suas principais vantagens é a redundância (menor quantidade de erros de leitura) e sua capacidade de leitura em ângulos não perpendiculares, sem contar a velocidade e a precisão.
Hoje, o código QR é largamente utilizado em museus, supermercados, pontos de ônibus, cartazes, embalagens e inúmeras aplicações cria­ti­vas e originais. Experimente com seu celular: baixe o aplicativo (em geral existem aplicativos gratuitos na AppleStore ou na PlayStore), fotografe o código QR a seguir, e acesse a nossa página no Fa­ce­book.
A Rea­li­da­de Aumentada (RA) tem um fun­cio­na­men­to similar ao Código QR, porém sua implementação e resultados são bem mais complexos. A Rea­li­da­de Aumentada também é ativada pelo celular conectado à internet e através de um aplicativo. Entretanto, o código de ativação pode ser muito mais simples. Quan­do o aplicativo “vê” o código de ativação, cria imagens integradas às imagens do am­bien­te capturadas pela câmera do celular, o que resulta em uma interessante combinação de rea­li­da­de vi­sual e vir­tual, por isso denominada “aumentada” (o dispositivo exibe o objeto vir­tual em sobreposição ao objeto ou ao am­bien­te físico reais). Com a Rea­li­da­de Aumentada é possível ­criar imagens e manipulações de objetos físicos e virtuais.
A Rea­li­da­de Aumentada vem sendo cada vez mais utilizada através de aplicativos de smartphone, sendo possível, por exemplo, apontá-​­lo para algum lugar e obter uma sobreposição de informações, como encontrar os restaurantes e cafés mais próximos ou consultar preços de produtos. Atual­men­te a Rea­li­da­de Aumentada é utilizada com sucesso em vá­rios setores, como educação, medicina, física, geo­lo­gia ou turismo. Em Berlim, por exemplo, um aplicativo permite enxergar como eram setores da cidade quando ainda existia o Muro de Berlim, simplesmente mirando o local com o celular.


A tecnologia também vem sendo aprimorada para orien­ta­ção e acessibilidade de pes­soas com de­fi­ciên­cia vi­sual. Com a câmera do smartphone, um aplicativo transmite a informação sonora correspondente aos objetos que são alcançados pela imagem. E empregando um sensor GPS é possível obter a posição do indivíduo, em latitude e longitude e orien­tá-​­lo em trajetos abertos.
Veja agora um interessante aplicativo de RA, o Find Your Car with AR, que lembra onde você estacionou, levando-​­o de volta até o seu veí­cu­lo.
Pode ser bem útil para os mais dis­traí­dos!

Bruno Mortara é superintendente do ONS27 e coordenador da Comissão de Estudo de Pré‑Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós‑graduação na Faculdade
Senai de Tecnologia Gráfica.

Artigo publicado na edição nº 94

 
Controle de processo de impressão Imprimir E-mail
Qua, 19 de Agosto de 2015

Os equipamentos e os fluxos de trabalho da área de impressão va­riam de uma empresa para outra. Com o objetivo de desenvolver o seu próprio controle do processo de impressão, convém seguir uma série de considerações desde o início e dispor de um checklist para cada etapa do ciclo de impressão.
A seguir, os principais itens a serem observados.
Ambiente da área de trabalho
Verificar pe­rio­di­ca­men­te a temperatura e a umidade relativa em ­­áreas em que se usam calefação e ar-​­con­di­cio­na­do para checar sua in­fluên­cia nas máquinas de impressão, bem como as condições de iluminação e a ordem e limpeza em geral de toda a produção.
Condições de avaliação de cores
Verificar as condições nas quais se observa as cores, incluindo a temperatura de cor das fontes de iluminação e o am­bien­te em que se rea­li­za a observação, que deve ser ba­sea­do nas normas mais recentes (ISO 3664). São rea­li­za­das medições de temperatura de cor das lâmpadas e demais condições de observação com pe­rio­di­ci­da­de para assegurar que as normas vigentes sejam cumpridas?
A temperatura de cor da luz utilizada deve ser verificada uma vez por mês por um medidor de temperatura de cor ou, ao menos, utilizar um indicador como os adesivos Ugra Light Indicator ou o RHEM da GATF. Verificar a quantidade de luz com um luxímetro.
Consumíveis utilizados na gráfica
Os insumos são comprados ba­sea­dos em sua qualidade e compatibilidade e não pelo seu preço? Esses insumos são ins­pe­cio­na­dos ao ser recebidos para verificar se existe alguma avaria de transporte e se estão de acordo com pedido e fatura?
Convém dispor das características do ma­te­rial por parte do fornecedor (por exemplo gramatura, espessura e acabamento do papel) e avaliá-​­lo para determinar o nível de qualidade e compatibilidade. São ins­pe­cio­na­das regularmente as ­­áreas de armazenamento para assegurar que é mantida a integridade dos materiais ali armazenados?
Manutenção preventiva da impressora
O fato de dispor de um programa de manutenção preventivo rea­lis­ta e levá-​­lo a cabo com constância constitui um elemento-​­chave para um satisfatório controle de processo. Esse deve ba­sear-​­se nas especificações do fabricante, considerar constantemente os agendamentos de manutenção pe­rió­di­ca diá­rios, semanais e mensais, e manter em arquivo as listas de verificação devidamente anotadas para referência futura. É importante não se esquecer da revisão pe­rió­di­ca dos dados de quebras e manutenção de cada máquina, para ava­lia­ção de possíveis me­lho­rias no programa de manutenção preventiva.
As anotações nos registros (log) de manutenção e fun­cio­na­men­to da impressora devem ser feitas pelos impressores em cada turno, independente da apresentação de problemas. Também é importante registrar a quantidade de tempo perdido com as pró­prias anotações. Os chefes de manutenção e seu pes­soal revisarão e colocarão suas anotações toda manhã no livro/log de anotações. A gerência de produção deve revisar essas anotações
e os informes de ava­rias todos os dias.
Pressão de impressão
Estabelecer a compressão correta entre a chapa e a blanqueta e a pressão do cilindro de impressão ba­sea­das nas especificações do fabricante ou nas normas do setor. Uma vez obtidas as pressões corretas, assegurar-​­se de que tenham sido verificados os seguintes aspectos pelos instrumentos correspondentes:
• Contato ou distância entre os ­anéis dos cilindros.
• Altura de chapas e blanquetas em relação aos ­anéis do cilindro correspondente.
• Espessura das chapas e das blanquetas com seus respectivos calços.
• Pressão do cilindro de impressão.
As pressões de impressão de­ve­riam ser verificadas através de um calibrador de folga a cada troca de blanqueta. Atual­men­te existem sistemas eletrônicos com calibradores que dispõem de sensores e permitem ava­liar a pressão de forma precisa. Deve-​­se verificar a espessura da blanqueta através de um instrumento adequado ao recebê-​­la, ou antes de sua montagem.
Rolaria
A dureza, aferida em unidades Shore, e os ajustes da impressora devem ser ava­lia­dos e a manutenção rea­li­za­da pe­rio­di­ca­men­te. Os ajustes das ro­la­rias devem ser feitos de acordo com as especificações do fabricante. A unidade Shore de dureza deve ser medida com um durômetro e a pressão sobre a chapa deve ser ava­lia­da me­dian­te tarja característica ou calibrador, três vezes por semana. Se for necessário um rea­jus­te da pressão a cada verificação, é possível que exista um problema mecânico na impressora ou os roletes estejam alterados
em sua flexibilidade.
Esses dados devem ser registrados no livro ou log de anotações de manutenção. É recomendável tirar os roletes da impressora e examinar sua superfície e dureza duas vezes ao ano. Substituir os roletes de­te­rio­ra­dos ou que apresentem uma unidade Shore de dureza su­pe­rior a 10 pontos em relação ao padrão ou quando eram novos.
Solução de molhagem
Assegurar-​­se que a solução esteja com o pH tecnicamente adequado, a medição da condutividade ini­cial obtida e esses valores controlados. As medições documentadas deverão incluir o pH, a condutividade, a temperatura da água e o per­cen­tual de ál­cool isopropílico. Isso pode ajudar a determinar as mudanças a serem feitas caso ocorram problemas de molhagem. Verificar a solução de molhagem uma vez a cada turno com um medidor calibrado de pH e de condutividade e registrar os dados em uma tabela, que deverá estar sempre disponível na impressora. Pode-​­se comparar as medições de pH e condutividade com os limites de controle estabelecidos e assim determinar se será necessária alguma correção.
Controle colorimétrico, de densidade e de ganho de ponto (aumento de valor tonal)
Para o controle colorimétrico, de densidade e ganho de ponto são ne­ces­sá­rios instrumentos que complementem a análise vi­sual durante a tiragem. Os instrumentos são: um espectrodensitômetro devidamente calibrado e tarjas de controle originais e certificadas. Foram estabelecidos procedimentos de controle de qualidade para aprovar as primeiras folhas da tiragem? São utilizados frequentemente?
As medições colorimétricas, de densidade de tinta e ganho de ponto são extremamente importantes para o controle de qualidade de impressão. Para tanto é preciso utilizar espectrodensitômetros para medir a colorimetria na reprodução, a densidade de tinta e o ganho de ponto, e comparar se a qualidade de impressão cumpre com as
especificações estabelecidas.
A frequência com que se deve ava­liar as folhas impressas depende da tiragem, da qualidade exigida pelos clien­tes e da tecnologia de medição utilizada. É aconselhável tirar uma folha a cada 500 folhas impressas e medir com espectrodensitômetro a cada 1.000–1.500 folhas para se ter uma certa segurança no resultado.
No caso de impressora rotativa, é aconselhável retirar amostras a cada 1.500–2.000 impressões e medir uma folha com espectrodensitômetro a cada 3.000–4.000 impressões.


Materiais e insumos recebidos na impressão
1. Assegurar-​­se de que as tintas cumprem com as especificações e que o fornecedor entregou as seguintes informações de controle de processo para cada lote: dados especificados na ordem de compra, número do lote, tack da tinta, con­teú­do de água, medidas espectrofotométricas e qualquer outro parâmetro
acordado pre­via­men­te.
2. Revisar, anotar e arquivar todos os documentos recebidos dos fabricantes de papel. Verificar se o papel recebido corresponde às especificações do pedido. Além dos dados físicos, convém conhecer as especificações de umidade, to­le­rân­cias de calibre e informações presentes na rotulagem do mesmo.
3. Verificar a rolaria em relação às especificações do fabricante, incluindo a fatura e as condições de acon­di­cio­na­men­to e dados na etiqueta, o comprimento e desenvolvimento em relação às especificações do fabricante e a dureza da superfície medida com um durômetro. Normalmente, a unidade Shore de dureza dos roletes novos para a posição de contato com a chapa, tanto da bateria de entintamento como de molhagem, é de 22–25; no caso dos roletes distribuidores da bateria de entintamento, é de 28–30. De qualquer modo, é aconselhável consultar o fabricante para conhecer as especificações adequadas.
4. Armazenar os roletes apoiados sobre seus eixos.
5. Manter a temperatura entre 20 e 25°C na área de armazenamento dos roletes.
6. Verificar as blanquetas recebidas e analisar se cumprem com as especificações, verificando também as informações em relação à fatura e ordem de compra. Controlar o calibre e espessura da blanqueta em relação às especificações impressas no verso. Esse controle de calibre deve ser feito em nove pontos diferentes e o resultado deve ter ± 0,025 mm em relação às especificações.
7. Verificar se as barras das blanquetas pré-​­montadas estão bem fixadas na borracha.

 


Pressões de impressão
1. Verificar, ao menos uma vez ao mês, o contato entre os ­anéis de cilindros. No caso das impressoras planas, utilizar o sistema da mancha de tinta com o dedo em seis posições diferentes do rolete, ao redor da superfície cir­cun­fe­ren­cial do anel do cilindro. No caso de impressoras rotativas, utilizar o teste vi­sual de luz ou o teste de impressão da lâmina de alumínio. As impressoras que fun­cio­nam sem contato entre os ­anéis precisam utilizar calibradores de acordo com as especificações do fabricante.
2. Verificar a compressão entre a chapa e a blanqueta utilizando um calibrador de folga quando se instalar uma nova blanqueta no cilindro. A compressão total entre chapa e blanqueta deve estar entre 0,10 e 0,15 mm, valor que tem de corresponder ao excesso de altura além dos ­anéis dos cilindros, no caso de blanquetas compressíveis, e entre 0,05 e 0,10 mm, quando se utilizam blanquetas convencionais.
3. Anotar os dados na tabela de informação correspondente sobre a impressora.

 


Roletes
1. Verificar os ajustes dos roletes em relação à chapa duas vezes por semana e registrar as medições na tabela de manutenção da impressora em questão.
(Uma forma de documentar esses ajustes consiste em imprimir as listras características que os roletes deixam ao apoiarem-​­se sobre a chapa, transferindo-​­as para folhas limpas). A maioria dos fabricantes de roletes fornecem calibradores para uma medição exata. Os ajustes dos roletes devem manter-​­se dentro
das especificações do fabricante.
2. Verificar a dureza em unidades Shore uma vez a cada seis meses, com um durômetro tipo A. Substituir os roletes quando a diferença for su­pe­rior a 10 unidades Shore de dureza em relação à condição de roletes novos. Controlar vi­sual­men­te a superfície dos roletes durante a conferência de dureza para ver se existe alguma área vitrificada ou algum defeito.

 


Solução de molhagem
1. Com um sistema preciso de medição, ava­liar a solução de molhagem a cada turno. Registrar os dados obtidos em uma tabela de controle e segui-​­la de perto para determinar se aparecem mudanças na água, no sistema de molhagem ou de mistura e arrefecimento.
2. Medir o pH e a condutividade da água na entrada, e da solução de molhagem após a mistura. Manter os valores dentro dos padrões estabelecidos
na empresa.
3. Introduzir a ação corretiva necessária caso o pH se altere acima de 0,3 durante um turno. Uma alteração de 4,8 a 5,8 equivale a uma acidez 10 vezes menor.
4. Controlar de perto a qualidade de impressão no caso em que a condutividade ultrapasse 1.000 µOhms em relação ao valor ini­cial da mistura. Se a entrada de água na impressora aumentar em mais de 20%, possivelmente convenha mudar todo o
circuito de água.
NOTA: Não adi­cio­nar água da torneira ao sistema de solução de molhagem para reduzir a condutividade. A água da torneira enfraquece a concentração do aditivo de molhagem e a sua característica de manter as ­­áreas sem imagem limpas na chapa.

 


Controle colorimétrico, de densidade e ganho de ponto (aumento do valor tonal)
1. Durante a tiragem, controlar a resposta colorimétrica da reprodução, a densidade e o ganho de ponto em relação aos padrões estabelecidos. É normal que o ganho de ponto na impressão plana se encontre a 14% ± 3% e em offset rotativa a 18% ± 4%, embora esses valores dependam da li­nea­tu­ra utilizada.
2. Medir colorimetricamente o conjunto da reprodução atendendo às recomendações e ­­áreas a validar especificadas pela ISO 12647 durante a obtenção e aprovação da tiragem (folha OK).
3. Medir as densidades com um densitômetro devidamente calibrado, dependendo da tiragem, com frequência de cada 1.000–1.500 folhas em offset plano e de 2.000-​­2.500 impressões no caso de offset rotativa, durante a tiragem.
4. Medir o ganho de ponto pe­rio­di­ca­men­te durante as tiragens.
5. Medir a área de equilíbrio de cores ou balanço de gris pe­rio­di­ca­men­te.
6. Controlar vi­sual­men­te a tarja de controle (es­pe­cial­men­te o balanço de gris e as imagens visuais de ganho de ponto) em cada folha que se ins­pe­cio­ne para poder identificar possíveis mudanças nos tons das tintas cia­no, magenta e amarelo.
7. Ins­pe­cio­nar vi­sual­men­te a existência de problemas de qualidade de impressão, blur, duplicidade de imagem, manchas, véu etc, em cada folha ins­pe­cio­na­da.
8. Seguir as especificações estabelecidas para o controle de densidade e ganho de ponto. Recomendamos seguir as indicações da ISO 12647 (por exemplo ISO 12647-​­2 para offset plana ou rotativa heat­set).

Tradução autorizada do boletim rccXpress, número 13, publicação produzida pela RCC Consultants, consultoria espanhola na área gráfica.

Artigo publicado na edição nº 93

 
O papel do papel Imprimir E-mail
Escrito por Célio Robusti   
Qua, 06 de Maio de 2015

Desde os tempos mais remotos o ser humano busca reproduzir graficamente, nos mais diversos tipos de materiais, um signo, um símbolo, com o intuito de per­pe­tuar sua cultura e, consequentemente, sua espécie. O estado da arte dos processos de impressão consiste na reprodução, da maneira mais fiel possível, de uma imagem. O mercado gráfico se vale de alguns processos de impressão que utilizam formas específicas, alguns tipos de tintas e uma va­rie­da­de incontável de substratos, dos quais o mais utilizado é o papel. Podemos definir papel como uma folha composta, basicamente, de fibras celulósicas unidas entre si, misturadas ou não com outros produtos químicos (aditivos) que lhe darão características específicas, dependendo de sua finalidade.

Aditivos utilizados na fabricação do papel

Cargas minerais
Subs­ti­tuem parte das fibras celulósicas, conferindo ao papel maior opacidade (menor transparência) e melhor secagem da tinta de impressão. No entanto, di­mi­nuem as características mecânicas da folha.

Amidos
Podem ser dosados em pontos do processo nos quais a celulose se encontra na forma de pasta ou na superfície do papel semipronto. No primeiro caso, aumenta a resistência mecânica da folha. Já no segundo caso, pro­por­cio­na um aumento da resistência su­per­fi­cial da mesma, ou seja, diminui a probabilidade de arrancamento de partículas de sua superfície, condição adequada para impressão offset plana.

Agentes de colagem interna
Di­mi­nuem a capacidade de absorção de líquidos pelo papel e, portanto, a capacidade de absorção de tintas líquidas na rotogravura e na flexografia, melhorando seu desempenho no que diz respeito ao aumento do valor tonal.

Alvejantes ópticos
Conferem ao papel branco maior alvura (medida da reflexão de luz [azul] num comprimento de onda de 457 nanômetros) e maior brancura (reflexão de todos os comprimentos de onda do espectro visível, de 400 a 700 nanômetros, de maneira ba­lan­cea­da). Na prática, a medição de brancura pode ser efe­tua­da utilizando-​­se vá­rias fórmulas matemáticas que não condizem, ne­ces­sa­ria­men­te, com o conceito teó­ri­co. Por isso os alvejantes ópticos aumentam a brancura e a alvura, uma vez que eles absorvem as ra­dia­ções ul­tra­vio­le­tas e as ree­mi­tem no espectro visível (na faixa do azul). Quan­do dosados em excesso, os alvejantes ópticos podem comprometer a composição de cores na impressão, pois o papel encontra-​­se branco-​­azulado.

Processo de fabricação do papel

1. Preparação da massa
Consiste em transformar as placas/blocos de celulose em pasta (caso a fábrica em questão seja somente aquela destinada à produção de papel — fábrica não integrada), além de retirar impurezas e mudar sua forma física para que possa ser adequada ao tipo de papel fabricado, de acordo com as características desejadas ou com o processo de impressão. Alguns aditivos podem ser adi­cio­na­dos nesta etapa do processo.

2. Ap­proach flow (fluxo de aproximação)
É o elo entre a preparação da massa e a máquina de fabricação de papel (máquina de papel). Nessa etapa a pasta é transformada em suspensão fibrosa por meio da adição de mais água no processo, quando, então, passa por mais uma fase de retirada de impurezas, além de receber mais aditivos antes de alimentar a máquina de papel.

3. Máquina de papel
A água adi­cio­na­da an­te­rior­men­te é retirada gradativamente em toda a extensão da máquina e retorna ao processo após con­di­cio­na­men­to adequado. O processo de formação da folha tem início com a retirada de parte da água contida na suspensão fibrosa por meio de vácuo. Essa fase interfere de forma significativa na resistência mecânica do papel, devido a possível diferença de distribuição de fibras celulósicas, o que interfere, também, na distribuição e no consumo de tinta na impressão.
Após a formação, a folha ainda é submetida aos processos de prensagem e de secagem para retirada da água por meio de ação mecânica e de evaporação, respectivamente.
No caso da fabricação de papel para imprimir e escrever, a folha é submetida ao processo de calandragem antes de ser enrolada, quando possíveis correções podem ser efe­tua­das, por exemplo, na aspereza, na espessura e no volume específico aparente. Imprimir uma imagem em um papel muito áspero implica em maior consumo de tinta e menor poder de cobertura. Um papel com alto volume específico aparente (corpo) e baixa aspereza é o mais adequado para impressão em rotogravura.

Célio Robusti é professor da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 92

 
Mas afinal, o que é celulose? Imprimir E-mail
Escrito por Alexandre de Oliveira e Maristela Jácome Cherubin   
Qui, 29 de Janeiro de 2015

Celulose é um composto orgânico de característica fibrosa presente na maioria dos vegetais. A principal fonte de celulose para a fabricação de papel é a madeira, em função de sua grande concentração fibrosa. A produção de celulose a partir da madeira também tem se mostrado altamente viá­vel economicamente, considerando-​­se condições de cultivo de florestas e processos industriais de extração da celulose.
As fibras de madeira mais utilizadas na produção de celulose para fabricação de papel são as pro­ve­nien­tes do pinus (fibras longas, 3 a 7 mm) e do eucalipto (fibras curtas, 0,5 a 1,5 mm). As fibras longas são as preferidas para pa­péis com elevada resistência mecânica, como os destinados à embalagem. Já as fibras curtas conferem maior qualidade em pa­péis para impressão.

Toda a celulose de madeira produzida no Brasil provém de árvores plantadas para esse fim.
As árvores — pinus ou eucalipto — são plantadas a partir de mudas desenvolvidas para que sejam garantidas as características ­ideais dos espécimes adultos, tornando o processo in­dus­trial mais efi­cien­te e minimizando va­ria­ções de qualidade do produto final. São utilizados dois processos de produção de
mudas: a partir de sementes e por clonagem.
No primeiro caso as sementes são coletadas de árvores matrizes, be­ne­fi­cia­das, se­le­cio­na­das e cultivadas em tubetes contendo substrato rico em nu­trien­tes e matéria orgânica. Os tubetes com as sementes são mantidos em viveiros, com irrigação controlada. Nessas condições, as sementes germinam e as mudas se desenvolvem. Entre 90 e 120 dias atingem cerca de 30 cm e são plantadas no campo.
Os clones podem ser obtidos por macropropagação ou por micropropagação. No primeiro caso, estacas (pequenos pedaços de galhos ex­traí­dos de matrizes) são tratadas com hor­mô­nios na base para dar origem a uma nova raiz para o vegetal. Depois são plantadas e cultivadas até atingirem 25 cm de altura, quando seguirão para o local de plantio.
Na micropropagação pequenos fragmentos de galhos jovens com gema (nova brotação) ou brotações do topo são retirados da árvore-​­matriz. Em laboratório, esses materiais são desinfectados e colocados em re­ci­pien­tes contendo meio de cultura líquido — subs­tân­cias com elevadas concentrações de nitrogênio, potássio, zinco e cobre — onde o processo de brotação continua. Uma vez desenvolvidos os brotos, o ramo passa por um processo de repicagem, resultando em pequenos fragmentos que serão colocados em novos re­ci­pien­tes para formação de raí­zes e crescimento. Ao atingirem cinco centímetros de altura, as mudas resultantes serão colocadas em tubetes com substrato e en­via­das ao viveiro. O processo completo leva de 120 a 180 dias.
Plantadas em solo tratado, as mudas de eucalipto formarão árvores prontas para serem cortadas somente depois de seis a sete anos após o plantio. No caso do pinus, as árvores serão colhidas
após 10 a 12 anos.


Foto microscópica de fibra longa


Foto microscópica de fibra curta (eucalipto)


Como as fibras celulósicas são extraídas da madeira?
Diversos processos podem ser utilizados com o objetivo de extrair as fibras de celulose da madeira. São os chamados processos de polpação e o produto resultante é a polpa de celulose.
A polpação promove a ruptura das ligações entre as fibras no in­te­rior da madeira. Esse processo pode ser rea­li­za­do mecanicamente, quimicamente ou por uma combinação de ambos. Neste artigo vamos descrever o processo químico conhecido como kraft, que é o mais utilizado no Brasil.
A primeira etapa é o preparo da madeira. A madeira pode chegar à fábrica de celulose com ou sem casca, em toras de aproximadamente seis metros de comprimento e diâ­me­tro va­rian­do entre cinco e 30 cm. A madeira recebida sem casca é conduzida, por meio de esteiras, diretamente ao picador. As toras com cascas são processadas em descascadores de tambor rotativo e então encaminhadas aos picadores. As cascas removidas são utilizadas para a geração de energia, por meio de sua queima.
Nos picadores, as toras são transformadas em cavacos (farpa ou lasca produzida pelo desbaste da madeira) com dimensões predefinidas, a fim de facilitar a impregnação dos rea­gen­tes químicos que serão utilizados no processo. Os cavacos são estocados em pilhas e transportados por correias até os vasos impregnadores dos digestores, onde será ini­cia­do o processo de polpação, também
chamado de cozimento.
Os cavacos de madeira são submetidos à rea­ção com uma solução contendo hidróxido de sódio (NaOH) e sulfeto de sódio (NA₂S) — o licor branco forte. Isso ocorre dentro do digestor, mantido a alta pressão e temperatura. Os produtos químicos utilizados rea­gem com a lignina, solubilizando-​­a. Lignina é uma substância que une as fibras de celulose na madeira dando-​­lhe estrutura e rigidez. As fibras liberadas da lignina cons­ti­tuem a celulose in­dus­trial, nessa etapa conhecida como
polpa marrom ou polpa escura.


Corte transversal da madeira


Descascador

O digestor tem altura va­rian­do entre 40 e 60 metros. Os cavacos e o licor branco forte são introduzidos con­ti­nua­men­te pela parte su­pe­rior. O tempo total do cozimento da madeira é de aproximadamente 120 minutos e rea­li­za-​­se do topo até o centro do digestor. Do centro até a parte in­fe­rior rea­li­za-​­se uma operação de lavagem, objetivando a retirada da solução re­si­dual — o licor preto fraco (licor branco forte usado no cozimento mais a lignina dis­so­cia­da da madeira). Esse licor preto será utilizado como combustível na caldeira de recuperação.
Após a lavagem, a celulose é retirada do digestor, sendo em seguida submetida a uma segunda operação de lavagem em lavadores específicos, para então ser depurada. A depuração consiste em submeter a celulose à ação de peneiramento visando à remoção das impurezas sólidas.
A celulose, agora livre de impurezas, é submetida ao processo de bran­quea­men­to. Esse é um tratamento químico com peróxido de hidrogênio, dió­xi­do de cloro, oxigênio e hidróxido de sódio em cinco es­tá­gios diferentes. O bran­quea­men­to visa a melhorar as pro­prie­da­des da celulose in­dus­trial: alvura, limpeza e pureza química.


Digestor

Após o bran­quea­men­to, a celulose é depurada novamente e en­via­da para a secagem. Nessa operação, a água é retirada da celulose até que esta atinja o ponto de equilíbrio com a umidade relativa do am­bien­te (90% de fibras e 10% de água). A máquina de secagem é o equipamento responsável pela formação da folha ou fardo de celulose via­bi­li­zan­do
seu carregamento e transporte.


Alexandre de Oliveira é professor da Escola Senai Theobaldo De Nigris e Maristela Jácome Cherubin é coordenado1ra técnica do setor
de Celulose e Papel da escola.


Referências bibliográficas
D’Almeida M.L.O., Koga M.E.T., Ferreira K.C., Pigozzo R.J.B., Toucini R., Reis H.M.,
Viana E.F
., Livro: Celulose, Senai-​­SP Editora, 2013.
Oliveira, L.S., Dissertação “Micropropagação, microestaquia
e miniestaquia de clones híbridos de Eucalyptus globulus, Viçosa – Minas Gerais, 2011.


Na próxima edição conheça os detalhes do processo de produção do papel

Artigo publicado na edição nº 91

 
Tampografia Imprimir E-mail
Escrito por Simone Ferrarese e Guilherme de Moura   
Ter, 21 de Outubro de 2014

Você talvez não tenha se dado conta, mas, neste exato momento, você deve estar cercado por inúmeros objetos impressos em tampografia. Desde o teclado do seu computador, as lâmpadas que iluminam sua sala, passando pelos pratos decorados que utiliza nas suas refeições e até mesmo nos comandos de acio­na­men­to do seu veí­cu­lo a tampografia acompanha seu dia a dia. No entanto, não é só em produtos do nosso co­ti­dia­no que a tampografia se faz presente. Normas técnicas e de segurança, o crescimento da personalização de produtos como automóveis, eletrodomésticos e ele­troe­le­trô­ni­cos têm provocado uma grande demanda por impressão em peças para identificação, codificação e automação de linhas de montagem.


A tampografia, a serigrafia e a impressão digital são sistemas bastante empregados nesses segmentos. Contudo é a tampografia que se destaca por ter a maior versatilidade, pois permite a impressão dos mais diversos tipos de su­per­fí­cies e formatos de materiais, sejam côncavos, convexos, rugosos, com desnível, porosos etc.
Para entender melhor como isso é possível, 
vamos analisar como esse sistema fun­cio­na.
O termo “tampão”, do alemão gótico tappa, que significa tampar, ou tampon, termo francês que é o aumentativo de tampa, mais a palavra “grafia”, que significa escrita, originaram o termo tampografia, impressão por meio de um tampão.
Trata-​­se de um processo de impressão indireta, ou seja, a tinta não é aplicada diretamente ao suporte (produto), mas sim transferida para uma superfície in­ter­me­diá­ria que será responsável pela aplicação da tinta no suporte. É considerado ainda um sistema encavográfico, o que significa que a forma de impressão, onde o grafismo a ser reproduzido é gravado, está em baixo relevo. Nesse sistema, a tinta é depositada sobre a forma e um tipo de lâmina retira o excesso para que ela se mantenha 
somente nas ­­áreas gravadas.




Esquema básico do processo de impressão tampográfica (sistema aberto)


Esquema básico do processo de impressão tampográfica (sistema Fechado)


A tinta que está no baixo relevo da forma é então transferida para o suporte por meio de um tampão de silicone. Por ser feito de um ma­te­rial muito macio e flexível, o tampão é capaz de retirar a tinta que está no baixo relevo e aplicá-​­la uniformemente 
sobre a superfície a ser impressa.
A distribuição da tinta durante o processo de impressão pode ocorrer de duas formas, dependendo do tipo de tinteiro da máquina. No sistema aberto, a tinta é dis­tri­buí­da por meio de espátulas que a empurram de um reservatório aberto para a superfície do clichê, retornando à posição original eliminando qualquer vestígio que possa permanecer nas ­­áreas de contragrafismo. Dessa maneira, a tinta que será transferida para o tampão é somente aquela que permanece no baixo relevo (grafismo).


Transferência da tinta (grafismo) para o tampão e para a peça

 

 

 

 

 

 

 

 

Tampões para impressão tampográfica

Já no sistema fechado, a tinta é transportada para a superfície do clichê por meio de um reservatório fechado de tinta. A retirada do seu excesso é feita pela própria borda do reservatório, normalmente con­fec­cio­na­do em cerâmica, ma­te­rial apro­pria­do para garantir a durabilidade dos clichês. Assim como no sistema aberto, a tinta que foi depositada nas ­­áreas de baixo relevo do clichê é aplicada à peça por meio do tampão.
O sistema de impressão é basicamente simples, mas hoje é possível encontrar equipamentos bastante automatizados e com configurações di­fe­ren­cia­das de acordo com as necessidades do clien­te. Pode-​­se acoplar, por exemplo, um sistema de impressão digital para a identificação de dados variáveis.
Os itens fundamentais do processo de impressão tampográfica são: tampão, clichê, tinta e gabarito.
O tampão é um acessório importante do processo, pois interfere diretamente na qualidade da impressão. Quan­do a tampografia foi inventada, os tampões eram feitos de gelatina, o que comprometia 
a sua resistência em grandes tiragens.
Hoje em dia utilizam-​­se borracha e ­óleos entre outros componentes do silicone.
Os tampões, na sua maioria, pos­suem formato pontiagudo, o que facilita o seu deslizamento durante a retirada da tinta de dentro do baixo relevo do clichê. As características superficiais do tampão devem garantir uma perfeita moldagem à peça durante a impressão. Os tampões de maior dureza permitem melhor reprodução de caracteres pequenos e imagens mais detalhadas. Porém, se o produto a ser impresso tiver uma superfície mais irregular, deve-​­se optar pelos mais flexíveis. Os fabricantes identificam os tampões quanto à 
durabilidade usando cores diferentes.
Sendo assim, as variáveis que definem a escolha ­ideal do tampão são:
• Formato e características da peça a ser impressa
• Modelo da máquina de impressão
• Disposição da gravação no clichê
• Tipo de grafismo a ser reproduzido.
O clichê é a forma de impressão do processo tampográfico. O ma­te­rial com o qual ele é fabricado 
o diferencia quanto à sua aplicação:
• Nylon: formado por uma base metálica e coberto por um polímero fotossensível, onde o grafismo é gravado. Esse tipo de clichê possibilita boa reprodução de detalhes e tem baixo custo, sendo excelente para trabalhos de baixa tiragem, uma vez que sua durabilidade gira em torno de 
15.000 impressões.
• Aço flex: composto totalmente de aço temperado, com espessura de aproximadamente 0,3 mm. A tiragem nesse caso pode chegar a 30.000 impressões, oferecendo boa reprodução de detalhes, o que o torna vantajoso, pois possui custo menor que o clichê de aço de 10 mm, mas com igual qualidade de impressão e durabilidade 
su­pe­rior ao clichê de nylon.
• Aço temperado: este clichê possui composição semelhante ao aço flex, porém com maior espessura (10 mm). A sua qualidade de reprodução de detalhes é excelente e por esse motivo é indicado para a reprodução de quadricromias. As tiragens podem ultrapassar um milhão de impressões. Apesar do alto custo, possui a vantagem de permitir o seu reaproveitamento em novas gravações, por meio de retífica, além de possibilitar a gravação em ambos os lados.


Dispositivo em madeira                Dispositivo em resina

A gravação dos clichês é feita com o uso de fotolitos por meio de um processo fotoquímico, apesar de já existirem no mercado sistemas de gravação 
a laser, direto do computador.
O processo fotoquímico consiste em expor o fotolito com o grafismo a ser impresso (um para cada cor) sobre o clichê pre­via­men­te coberto por uma substância sensível à ra­dia­ção ul­tra­vio­le­ta. Tal procedimento tem a função de proteger as ­­áreas de contragrafismo do processo químico que formará o baixo relevo no clichê (por meio de corrosão no caso do aço e dissolução da camada de 
fotopolímero no caso do nylon).
A tinta tampográfica possui composições diferentes, classificando-​­se em monocomponentes e bicomponentes. De forma geral, a sua composição básica é a seguinte:
• Resina: tem a função, junto com o di­luen­te, de manter a transparência do pigmento e garantir a aderência da tinta ao ma­te­rial.
• Pigmento: orgânico ou inorgânico, tem a função de conferir cor à tinta.
• Di­luen­te: tem a função de conferir fluidez à tinta, auxiliando na sua aderência à peça.
• Aditivos: utilizados para melhorar o desempenho da tinta no processo e nas características 
finais da impressão.
• Catalisador: componente agregado às tintas bicomponentes para melhoria da aderência e 
de sua resistência a agentes físicos e químicos 
após a impressão.
As tintas monocomponentes secam por evaporação de di­luen­tes, o que permite deixá-​­las por mais tempo na máquina sem que sequem durante o processo. Entre elas podem-​­se citar as tintas de base:
• Vinílica
• Poliuretana
• Sintética
• Acrílica
As bicomponentes necessitam de catalisadores para aumentar a sua resistência mecânica, permitindo elevar a sua aderência à peça impressa e, consequentemente, sua resistência mecânica. 
Entre elas podem-​­se citar as tintas:
• Epóxi
• Poliuretanas modificadas
Para garantir uma boa qualidade de impressão e resistência à abrasão e aos agentes químicos recomenda-​­se rea­li­zar testes de aderência. Dependendo do caso, é necessário aplicar tratamentos superficiais antes ou depois da impressão. Entre eles estão a aplicação de primer em peças de polipropileno e po­lie­ti­le­no, tratamento corona, que a partir de uma descarga elétrica prepara materiais com pouca ou nenhuma pro­prie­da­de de adesão para receber a tinta na impressão, e finalmente a flambagem, menos empregada pelo difícil controle do processo, que consiste em tratar a superfície a ser impressa com calor por meio de uma chama azul.
Após a impressão pode-​­se ainda submeter as peças, es­pe­cial­men­te as feitas em nylon, metais, baquelite e vidro, a altas temperaturas (60 a 150°C) com o objetivo de am­pliar a aderência da tinta e acelerar o processo de secagem.
O dispositivo, conhecido também como “berço”, “apoio” ou “gabarito”, é uma peça bastante importante do sistema de impressão. Ele possui a função de po­si­cio­nar a peça a ser impressa na máquina evitando que haja movimentação durante o processo. Pro­por­cio­na apoio para o tampão no momento da impressão, facilitando a alimentação e a extração das peças e protegendo-​­as contra riscos ou quebra. Normalmente são fabricados sob medida para cada tipo de peça a ser impressa. Os materiais mais comuns empregados na 
fabricação dos dispositivos são:
• Alumínio: o mais utilizado, pois possui alta 
durabilidade.
• Madeira: indicada para baixas tiragens, pois desgasta com o uso, mas possui custo mais baixo e não agride a peça.
• Resina: empregada em aplicações especiais, para a impressão de peças de formato irregular ou 
flexíveis.
• Aço: utilizado na aplicação em peças de metal pela sua alta resistência ao atrito com outras 
partes de metal.
• Aplicações especiais: alguns dispositivos foram desenvolvidos para melhorar o processo de produção tanto em relação à qualidade quanto à produtividade. Entre eles pode-​­se citar o dispositivo com tratamento à base de Teflon ou feltro para a impressão em peças delicadas, que não podem sofrer riscos. Há dispositivos com sistema a vácuo, que prendem o material por sucção e evitam qualquer movimentação durante a impressão; dispositivo com alavanca, que permite a impressão 
sobre toda a superfície, possibilitando a retirada da peça sem o manuseio do operador; e dispositivo com giro da peça, que admite a impressão em torno do produto a partir de um giro em 180‒º.
Agora, quando você encontrar algum ma­te­rial como os ilustrados neste artigo, lembrará que eles são produtos de um elaborado processo de produção gráfica e, quem sabe um dia, poderão constituir uma nova oportunidade de negócio para 
a sua empresa.

Simone Ferrarese é coordenadora dos cursos de graduação e pós-​­graduação da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. Guilherme de Moura é instrutor de impressão serigráfica e tipográfica da Escola Senai Theobaldo De Nigris. Agradecimentos: Oscar Flues.

Artigo publicado na edição nº 90

 
A nuvem é o futuro da computação? Imprimir E-mail
Escrito por Andrea Ponce   
Seg, 03 de Dezembro de 2012

Uma tendência do mundo tecnológico é a computação em nuvem, em inglês cloud computing, assunto muito explorado pelas empresas de tecnologia da informação e em alguns estandes na Drupa 2012. A inovação tecnológica é um dos principais fatores da integração mun­dial decorrente do processo de globalização. Dada a evolução das aplicações em direção à portabilidade e à mobilidade, os conceitos de no­te­book ou mesmo de desktop já não são su­fi­cien­tes. O mundo está em busca de conectividade, integração, rapidez e agilidade, itens encontrados na computação em nuvem.
Além da mobilidade, há também a questão do espaço de armazenamento. Ao mesmo tempo que geram um volume assombroso de informação, as pes­soas querem dispositivos cada vez menores, mais leves e ágeis e a resposta para essa demanda é a cloud computing. Através dessa tecnologia, empresas e usuá­rios têm acesso ime­dia­to a seus arquivos a qualquer hora e em qualquer lugar, através de vá­rios tipos de aparelhos, como desktops, smartphones, tablets e net­books conectados à internet, com máxima flexibilidade.
A tecnologia de computação em nuvem é uma rea­li­da­de em diversos paí­ses. Chegou ao Brasil recentemente e está sendo rapidamente adotada tanto no mundo coor­po­ra­ti­vo quanto no dia a dia das pes­soas. Es­pe­cia­lis­tas a consideram a nova fronteira da era digital. Há uma boa chance de você já ter tido alguma ex­pe­riên­cia com a computação em nuvem. Se você tem uma conta de e-​­mail como Hotmail, Yahoo! ou Gmail, enviou ou recebeu um arquivo pelo Dropbox ou Sendspace, você já utilizou a nuvem. O Dropbox é um dos vá­rios exemplos dos serviços de sincronização de arquivos e um dos primeiros a oferecer, gratuitamente, o armazenamento de arquivos em nuvem. A Goo­gle oferece vá­rios aplicativos que permitem o funcionamen­to e a interação do usuá­rio e rodam diretamente em seu navegador, entre eles Goo­gle Drive, Goo­gle Maps e Gmail.
Outro ponto crescente é a demanda por soft­wares na nuvem. Essa abordagem permite que as com­pa­nhias comecem a utilizar as novas versões rapidamente e com redução de custo em relação aos produtos tradicionais. A Adobe tem feito vá­rias tentativas de serviços na nuvem: a empresa espera que os usuá­rios compartilhem ideias, imagens, ge­ren­cia­men­to de arquivos, recursos da comunidade e aposta na hospedagem de seus softwares, entre eles os gráficos, para o modelo de computação em nuvem, o que possibilitará fácil compartilhamento de informações (saiba mais na matéria Adobe vai para a nuvem com aplicativos touch, da Tecnologia Gráfica nº 83).
Ba­sea­do nos diversos fatores que envolvem a nuvem, os mercados na­cio­nal e in­ter­na­cio­nal pre­veem para os próximos anos um aumento significativo de postos de trabalho para os setores de comunicação.

Conhecendo a nuvem
A computação em nuvem utiliza a internet como uma plataforma, possibilitando o acesso remoto a programas, serviços e arquivos sem que seja necessária a instalação dos aplicativos no computador: as informações estão na rede, basta estar conectado ao serviço online para usufruir dessa ferramenta. O fato de acessar seus dados em qualquer lugar ou horário e fazer seus backups sem necessitar de um equipamento específico torna a nuvem muito mais interessante.
Na cloud computing, ao invés de os arquivos ficarem armazenados nos computadores locais, utilizam-se servidores remotos com discos rígidos de enorme capacidade para o armazenamento. Com toda a geração do fluxo de dados, esse conjunto de servidores interligados requer uma infraestrutu­ra específica de ge­ren­cia­men­to, incluindo vá­rias funções, entre elas equilíbrio dinâmico e monitoramento do desempenho. Para ge­ren­ciar essa dinâmica, os servidores necessitam de imenso poder de processamento e ocupam espaços físicos gigantescos.
Cada aplicação tem seu próprio servidor dedicado, sendo que as aplicações são praticamente ilimitadas. Existe um servidor central que administra o sistema e monitora o tráfego das informações e as demandas do usuá­rio, garantindo que tudo fun­cio­ne sem grandes problemas. O servidor segue um conjunto de regras chamadas protocolos e utiliza um tipo es­pe­cial de soft­ware chamado middleware, cuja função é permitir que os computadores em rede se comuniquem uns com os outros. As com­pa­nhias que oferecem esse tipo de serviço têm de possuir, no mínimo, o dobro de servidores efetivamente utilizados, para manter todas as informações armazenadas como backup, evitando que falhas em um dos servidores afetem a utilização.
A computação em nuvem disponibiliza vá­rios serviços. Atual­men­te, existem aproximadamente 10 empresas com servidores no Brasil que oferecem serviços em nuvens públicas. Os mais comuns são:

  • Servidor cloud
  • Hospedagem de sites na nuvem
  • E-​­mail em cloud
  • Load balancer na nuvem – processo de distribuição, ba­lan­cea­men­to de carga de trabalho entre os servidores da mesma atividade.

A implantação depende da necessidade das aplicações e o acesso está re­la­cio­na­do ao modelo de ne­gó­cios, tipo da informação e a necessidade do nível de visão. Em muitos casos as organizações não desejam que os usuá­rios acessem determinadas informações do seu am­bien­te. Para tanto, existem vá­rios tipos diferentes de nuvens:
Nuvem privada – É cons­ti­tuí­da exclusivamente para um único usuá­rio. A in­fraes­tru­tu­ra da nuvem e os serviços são fornecidos através de um ambien­te vir­tual seguro, para uso exclusivo da empresa. A nuvem em­pre­sa­rial é blo­quea­da e totalmente ge­ren­cia­da, normalmente cons­ti­tuí­da por um data center privado.
Nuvem pública – É aquela executada por terceiros. A in­fraes­tru­tu­ra da nuvem e os serviços são de pro­prie­da­de de um provedor de serviços e são disponibilizados para as empresas públicas ou para múltiplos vizinhos em uma base compartilhada. A falta de privacidade na nuvem pública é uma questão importante: a maioria dos incidentes de hacking acontece na nuvem dos consumidores, mas a existência de vá­rias aplicações sendo executadas na mesma nuvem é um processo transparente tanto para os prestadores de serviços como para os usuá­rios.
Nuvem comunitária – A in­fraes­tru­tu­ra da nuvem e os serviços são compartilhados por diversas empresas com interesses em comum. Pode ser administrada local ou remotamente, por empresas ou por terceiros.
Nuvem híbrida – É uma composição dos modelos de nuvens públicas e privadas. A in­fraes­tru­tu­ra da nuvem e os serviços são compostos por duas ou mais nuvens que permanecem únicas, mas são utilizadas em conjunto. Neste caso a nuvem privada passa a ter seus recursos am­plia­dos a partir da reserva de recursos em uma nuvem pública.
A computação em nuvem, que pode ter diferentes modelos de serviços, com diferentes configurações, e ser composta de camadas, atual­men­te é dividida em 11 modelos de serviços. As mais populares são Saas, PaaS e IaaS.
Saas Soft­ware as a Service, ou Soft­ware como Serviço. Disponibiliza o soft­ware como um serviço. O soft­ware é executado em um servidor remoto. Não é necessário instalar o sistema no computador pes­soal, basta acessá-lo pela internet.
PaaS Plataform as a Service, ou Plataforma como Serviço. Utiliza uma plataforma como um banco de dados para as aplicações. Permite vá­rias utilizações como: armazenamento, banco de dados, suporte a programação e escalabilidade, entre outros.
IaaS Infrastructure as a Service, ou In­fraes­tru­tu­ra como Serviço. Quan­do se utiliza apenas o espaço de um servidor, normalmente com configuração di­re­cio­na­da a determinada necessidade.
A figura exemplifica de maneira simples o cenário composto por camadas:


As demais vertentes mudam a cada dia. Em curto prazo outros serviços estarão segmentados; entretanto, o ­ideal é conhecer alguns deles:
DaaS Development as a Service, ou Desenvolvimento como Serviço. Ferramentas compartilhadas de desenvolvimento e de serviços ba­sea­dos em mashup (site personalizado ou uma aplicação web que usa con­teú­do de mais de uma fonte para ­criar um novo serviço completo). Este modelo possui maior flexibilidade para compartilhar informações e acesso dos usuá­rios.
CaaS Com­mu­ni­ca­tion as a Service, ou Comunicação como Serviço. Uso de uma solução de comunicação unificada hospedada no data center do provedor ou fabricante.
EaaS Everything as a Service, ou Tudo como Serviço. Quan­do se utilizam todos os recursos que envolvem a tecnologia da informação como um serviço: in­fraes­tru­tu­ra, plataformas, soft­ware e suporte.
TaaS Testing as a Service, ou Ensaio como Serviço. Oferece um am­bien­te onde os usuá­rios podem testar aplicações e sistemas de maneira remota, simulando o comportamento da execução.

Vantagens
Escalabilidade – É a capacidade de um sistema de suportar um aumento de carga total quando os recursos (normalmente do hard­ware) são requeridos. É um importante benefício da computação em nuvem, permitindo que as empresas reduzam custos e, ao mesmo tempo, tenham acesso às mais recentes tec­no­lo­gias.
Acesso remoto – A possibilidade de acessar dados, arquivos e aplicativos a partir de qualquer lugar, bastando uma conexão com a internet para tal. Elimina a necessidade de o usuá­rio manter todo o seu con­teú­do em um único computador.
Armazenamento – Os documentos são armazenados, na maioria das vezes, de maneira automática, dispensando ­upload local. Este recurso prevê que uma cópia de toda a informação dos clien­tes seja feita e armazenada em outros dispositivos de backup. Fazer có­pias de dados como um backup é chamado redundância.
Soft­wares – As atua­li­za­ções dos soft­wares são rea­li­za­das sem necessidade de intervenção do usuá­rio e sem a instalação no computador. Não é necessário pagar por uma licença integral de uso de soft­ware; as com­pa­nhias não têm necessidade de comprar um conjunto de soft­wares ou licenças para cada colaborador.
Efi­ciên­cia energética – É subs­tan­cial a efi­ciên­cia energética oferecida pela computação em nuvem comparada a servidores tradicionais. Isso porque os custos operacionais são menores, a nuvem possui maiores taxas de utilização, consome menos energia, refrigeração e espaço físico e, por consequência, contribui para a preservação e uso ra­cio­nal dos recursos naturais.
Qua­li­da­de na informação – Os dados en­via­dos podem ter grandes fluxos de informação que não perdem qualidade e não se desconectam dos usuá­rios.


Desvantagens
Uma enorme desvantagem da computação em nuvem é justamente a necessidade do acesso à internet. Sem o acesso o usuá­rio compromete todas as informações, documentos ou serviços oferecidos. Mas esta não é a única preo­cu­pa­ção dos es­pe­cia­lis­tas.
Velocidade de processamento – Para um complexo fluxo de informações ou para uma grande taxa de transferência são ne­ces­sá­rias uma boa amplitude da banda e uma conexão com a internet estável, efi­cien­te e rápida.
Custo – Para alguns casos existe um custo para este tipo de serviço.
Segurança – O fator mais crítico é a segurança e a privacidade, considerando que os dados ficam online o tempo todo. O conceito de as informações importantes estarem em posse de outras empresas preo­cu­pa muitas pes­soas. A sensibilidade de informações confidenciais nas empresas obriga a implementação de um controle de acesso dos usuá­rios e da informação. Esse controle deve ser privilégio do administrador, pois a privacidade do clien­te não pode ser comprometida. Outro fato preo­cu­pan­te é o de ser alvo dos hackers.
A computação em nuvem é uma rea­li­da­de cada vez mais sólida no mercado. Ela abre novas possibilidades no mundo dos ne­gó­cios. Para o setor gráfico, a nuvem pode ser parte de um novo modelo de comunicação, a possibilidade de oferecer serviços terceirizados, como dia­gra­ma­ção, lay­out e pré-​­impressão, além de uma solução estratégica para a expansão de novos mercados, via­bi­li­zan­do, por exemplo, as plataformas web-to-​­print. Interessou-se? Na próxima edição, saiba mais sobre a tecnologia que está mudando a forma de as gráficas se re­la­cio­na­rem com seus clien­tes.

Andrea Ponce é coordenadora técnica e consultora sênior da ABTG.

Texto publicado na edição nº 84

 
A aplicação de relevo em embalagens de papel‑cartão Imprimir E-mail
Escrito por Erick Bernardo   
Seg, 19 de Março de 2012

Armazenamento e transporte do produto. Estas foram por muito tempo as principais funções das embalagens em papel-​­cartão. Porém, em um mercado cada vez mais competitivo, é necessário que sejam cria­dos atrativos para facilitar a venda do produto, agregando mais beleza e enobrecendo a embalagem. Podemos citar diversos acabamentos especiais, como laminações, vernizes especiais, aplicação de hot stamping e de relevo.
O efeito de relevo é obtido através do processo de estampagem de dobra, que consiste no uso de punção e matriz, popularmente conhecidos no meio gráfico como clichês macho e fêmea. Através do uso dessas peças é possível obter o efeito de alto ou baixo relevo e até mesmo múltiplos níveis, dependendo do processo de gravação utilizado.
O processo químico de gravação é o mais conhecido e utilizado, por conta da melhor relação custo/benefício e menor tempo de execução quando comparado ao processo de usinagem por fresamento. Este, por sua vez, demanda maior tempo de execução, mas permite a cria­ção de efeitos de relevos mais complexos e elaborados.
De maneira geral é possível exemplificar de maneira simples o processo de aplicação de relevo com clichês.
Ini­cial­men­te a aplicação do relevo era feita separadamente do processo de corte e vinco; contudo, com a necessidade de otimização da produção, foi desenvolvido o sistema de fixação das matrizes de relevo acopladas nas facas gráficas para corte e vinco, tornando o processo muito mais rápido e barato, provocando a popularização deste tipo de acabamento.
É importante também destacar a impressão de textos em braile através desse processo, atendendo às resoluções normativas ao possibilitar que pes­soas com necessidades visuais especiais possam ter informações sobre os produtos que estão adquirindo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De maneira geral, o desenvolvimento das matrizes é feito levando-se em conta os dados dimensionais do painel onde será aplicado o relevo, as características da arte e do substrato para que as devidas compensações sejam efe­tua­das e ocorra o perfeito fechamento do ferramental acoplado ao sistema.
Uma dessas matrizes é capaz de gerar até 250.000 impressões, sendo necessária a rea­va­lia­ção após essa tiragem, uma vez que o desgaste pode comprometer o efeito de relevo.
Diversos fatores podem interferir na aplicação do relevo. Os principais são:

  • Espessura incorreta dos clichês ou dos blocos da faca onde eles são fixados, causando falha do relevo ou ruptura do substrato.
  • Pouca profundidade na gravação dos clichês, impedindo que seja alcançada a máxima altura.
  • Proximidade entre área de relevo e lâminas da faca.
  • Fixação incorreta dos clichês na faca, provocada pelo po­si­cio­na­men­to incorreto dos furos de fixação, causando o empenamento e, em casos extremos, a quebra das peças.

Ao longo desses anos em que acompanho e desenvolvo projetos de relevo voltados para os mercados calçadista, far­ma­cêu­ti­co, cosmético, tabagista e outros, cheguei à conclusão de que, mesmo com o avanço da tecnologia dos equipamentos e desenvolvimento de novos processos, a ex­pe­riên­cia do operador de corte e vinco mostra-se como um dos principais fatores para que se obtenha o melhor resultado na aplicação do relevo, pois, em determinadas si­tua­ções, é necessário que se façam calços para nivelar, aumentar o efeito de relevo ou até mesmo que os blocos onde os clichês são fixados sejam desbastados para evitar a ruptura do substrato.

Erick Bernardo é gestor de desenvolvimento e produção da Bronz’Art Clicheria

Texto publicado na edição nº 81

 
O que é RFID? Imprimir E-mail
Escrito por Maya Shikida   
Dom, 27 de Novembro de 2011
 
Características e particularidades das extensões PDF, TIFF e JPEG Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Sérgio Galleti e Rodrigo Venturini Soares   
Qui, 07 de Julho de 2011

Para entender qual o melhor formato a ser usado para o fechamento de um arquivo é necessário antes com­preen­der a diferença entre imagens ve­to­riais e imagens de mapa de bits. No pri­mei­ro grupo estão gráficos de desenhos rea­li­za­dos a traço (chapados, sólidos, ilustrações, marcas, logotipos). O segundo grupo corresponde a imagens fotográficas.
Imagens ve­to­riais, como o próprio nome já diz, são definidas matematicamente por vetores — são, na verdade, gráficos com características geo­mé­tri­cas. São consideradas imagens ve­to­riais, por exemplo, tanto um logotipo quanto um texto digitado. Imagens ve­to­riais podem ser movidas e ter seu tamanho ou cor alterados sem nenhuma perda de qualidade. A definição matemática dessas imagens possibilita essas alterações sem nenhuma alteração da resolução final.
Programas como Illustrator, CorelDraw e InDesign permitem trabalhar com esse tipo de imagem e os formatos de arquivos escolhidos devem preservar essa característica de vetorização. Desse modo estarão garantidas linhas nítidas e sem serrilhas, independentemente de am­plia­ções.
As imagens de mapa de bits, por sua vez, são cons­ti­tuí­das por um conjunto de pequenos elementos, os pixels, como num mo­sai­co. Cada pixel de uma imagem de mapa de bits tem uma posição determinada e um valor de cor próprio, definidos por coor­de­na­das de localização e por quantificações numéricas. Se um logotipo ou texto digitado for descrito como mapa de bits, ao invés de ve­to­rial­men­te, haverá um número definido de pixels que o compõe. Ao am­pliar­mos a imagem, esse número não será au­men­ta­do e a resolução poderá ser in­su­fi­cien­te para o novo tamanho. Como resultado, bordas e linhas poderão aparecer serrilhadas. Programas como o Pho­to­shop trabalham com mapas de bits. Esse tipo de imagem é necessário para reproduzir gradações to­nais sutis, como em uma fotografia, mas deve ser evitado para elementos a traço, como textos e logotipos.

O Adobe PDF
Cria­do pela Adobe Systems e aper­fei­çoa­do durante os últimos 17 anos, o formato Portable Document Format (PDF) é o padrão global para a captura e a revisão de informação de mídia e para o compartilhamento com quase qualquer pessoa, em qualquer lugar. É um formato de arquivo flexível para vá­rias plataformas e aplicativos. Com base no modelo de cria­ção de imagem Post­Script, os arquivos PDF exibem e preservam, com precisão, fontes, lay­outs de página e gráficos ve­to­riais e de bitmap. O formato PDF é o padrão para a dis­tri­bui­ção e o intercâmbio seguro e con­fiá­vel de documentos eletrônicos em todo o mundo e qualquer pessoa pode vi­sua­li­zá-lo e imprimi-lo com o soft­ware gra­tui­to Adobe Rea­der. É um formato mui­to efi­cien­te em processos de editoração de impressão. Um determinado trabalho salvo em PDF transforma-se em um arquivo compacto e con­fiá­vel que você ou seu prestador de serviços podem exibir, editar, organizar e usar para gerar uma prova. Em seguida, no momento certo do processo de produção, o prestador de serviços poderá imprimir diretamente o arquivo PDF ou processá-lo usando ferramentas de vá­rias origens para tarefas de pós-​­processamento, como verificações de comprovação, trapping, imposição e separação de cores.
Outra possibilidade é, ao salvar um arquivo no formato PDF, optar por ­criar um arquivo compatível com PDF/X (Portable Document Format Exchange), que é um subconjunto do Adobe PDF, com a finalidade de eliminar muitas das va­riá­veis de cor, fonte e trapping que cau­sam problemas de impressão.
O PDF/X é um padrão ISO e apresenta as seguintes opções:

  • PDF/X-1a:2001 e PDF/X-1a:2003 (para processos de produção CMYK)
  • PDF/X-3:2002 e PDF/X-3:2003 (para processos de produção com ge­ren­cia­men­to de cores)
  • PDF/x-4:2008 (que é con­fiá­vel para trans­pa­rên­cias em tempo real e ge­ren­cia­men­to de cores).

O formato TIFF
O formato Tagged-​­Image File Format (TIFF) é utilizado para a troca de arquivos entre aplicativos e plataformas de computadores. É um formato flexível de imagens bitmap suportado praticamente por todos os aplicativos de pintura, edição de imagens e la­yout de página. Além disso, quase todos os escâneres de mesa podem produzir imagens TIFF.
O formato TIFF suporta imagens CMYK, RGB, Lab, de cores indexadas e em tons de cinza com ca­nais alfa, bem como imagens no modo bitmap sem ca­nais alfa. O Pho­to­shop pode salvar camadas em um arquivo TIFF. Entretanto, se você abri-lo em ou­tro aplicativo, somente a imagem achatada estará visível.

O formato JPEG
O JPEG (­Joint Photographic Experts ­Group) é usado frequentemente para exibir fo­to­gra­fias e ou­tras imagens de tons con­tí­nuos em documentos HTML na web e em ou­tros serviços online. O formato JPEG oferece suporte a modos de cores CMYK, RGB e tons de cinza, mas não oferece suporte à transparência. O JPEG preserva todas as informações de cores de uma imagem RGB, porém faz a compactação de arquivos descartando dados de ma­nei­ra seletiva. Também é possível salvar uma imagem com um ou mais arquivos JPEG usando o comando “salvar” para a web e dispositivos. O JPEG oferece suporte somente a imagens de oito bits. Se você salvar uma imagem de 16 bits nesse formato, o Pho­to­shop au­to­ma­ti­ca­men­te diminui a profundidade de bits.
Os arquivos podem ter diferentes ní­veis de compressão. Quan­to ­maior a compressão, menor será o tamanho do arquivo, porém pior será sua qualidade. O algoritmo de compressão do JPEG é ba­sea­do nas limitações de visua­li­za­ção do olho humano. Assim, todas as informações que não podem ser vistas serão descartadas. No entanto, é necessário tomar cui­da­do com os diferentes ní­veis de compactação do arquivo. Quan­to ­maior a compactação, menor será a qualidade da imagem. Uma vez compactado, as perdas no processo de gravação são definitivas. Da mesma forma, sucessivos comandos de gravação cau­sam sucessivas perdas. Os ní­veis de compressão vão de 0 a 12, podendo ser digitados ou se­le­cio­na­dos através da barra de rolagem constante na cai­xa de texto “qualidade do JPEG”. Assim, se você for disponibilizar imagens na internet, é interessante mantê-las em um tamanho pequeno. No entanto, se a imagem for utilizada em um documento, mui­tas vezes é melhor mantê-la com o máximo de qualidade possível, para que a impressão não seja prejudicada.

Conclusão
Quan­do geramos arquivos com base no modelo de linguagem Post­Script, como por exemplo os arquivos PDF, temos a plena certeza de que estamos pro­pi­cian­do a exibição e preservação “com precisão” das fontes, la­youts de página e gráficos ve­to­riais e de bitmap. Esteja, então, cien­te de que, ao utilizar as extensões de arquivo TIFF ou JPEG, como opção de fechamento do arquivo, você está trabalhando com arquivos formados por mapas de bits que podem gerar serrilhados em todos os textos e logotipos.
Além disso, você não terá a oportunidade de utilizar o PDF/X-1a e/ou PDF/X-3 e X-4, que permitem o uso do ge­ren­cia­men­to de cores, de cores es­pe­ciais e CMYK, trapping, imposição e separação correta das cores (elementos es­sen­ciais para a geração correta de uma imagem gráfica a ser reproduzida, conforme norma ISO 15930).

Luiz Sérgio Galleti e Rodrigo Venturini Soares são professores de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Texto publicado na edição nº 78

 
Resultados fotográficos surpreendentes com o HDR Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Ter, 17 de Maio de 2011

Como todo fotógrafo sabe, seja amador ou pro­fis­sio­nal, escolher a abertura correta para uma determinada cena é mui­tas vezes uma questão de se fazer concessões. Ou a foto ganha em algum detalhe ou perde em ou­tro. No entanto, uma alternativa interessante é a utilização de técnicas HDR (high dynamic range, ou seja, amplo alcance dinâmico), que agora se tornou mais fácil do que nunca. A ­ideia básica (e brilhante) é combinar vá­rias exposições de uma imagem em uma imagem final per­fei­ta. Essa técnica remonta aos pio­nei­ros da fotografia, como Ansel Adams. Enquanto os pri­mei­ros adeptos tinham de se debater com a fotografia analógica e processos complicados de cópia, que exi­giam grande cui­da­do, os fotógrafos da era digital podem alcançar resultados im­pres­sio­nan­tes quase sem esforço.
Apesar de o Pho­to­shop ter uma função au­to­má­ti­ca para mesclar imagens separadas em uma única HDR (e o resultado costuma ser melhor do que o que se consegue com uma única exposição), existem ou­tros programas mais adequados para o trabalho — e que não são mui­to caros.
Um soft­ware recomendável é o Photomatix Pro, da empresa francesa HDR Soft. Ele custa 75 eu­ros, o que não é mui­to para um programa elaborado como esse. Quan­do se começa a fotografar já pensando no processamento HDR, o fotógrafo entra em uma nova etapa de cria­ti­vi­da­de fotográfica. Imagens cria­das com dados HDR costumam ser sur­preen­den­tes, quase sur­reais, de uma forma positiva.
Embora seja possível mesclar imagens em JPEG, a técnica fun­cio­na melhor com fo­to­gra­fias de alta qualidade, em formato RAW, e processamento de 16 bits.
Normalmente são ne­ces­sá­rias três exposições para se obter uma melhora considerável na qualidade da imagem, mas é possível combinar cinco, sete ou mesmo nove exposições para se chegar a um alcance dinâmico realmen­te alto nos dados de entrada da imagem.
Combinar imagens subexpostas com uma de exposição normal e, de­pois, adi­cio­nar versões superexpostas da imagem é um bom truque.
Os resultados serão sur­preen­den­tes. É só observar o que fotógrafos como Trey Ratcliff, por exemplo, conseguiram usando essa técnica, e então fica impossível discordar!


Bruno Mortara é superintendente do ONS27, coordenador da Comissão de Estudo de Pré‑Impressão e Impressão Eletrônica e professor de pós‑graduação na Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica.

Texto publicado na edição nº 77

 
Chapa térmica sem processamento químico Imprimir E-mail
Escrito por Daniel Nato Machado e Fábio Uva   
Qua, 23 de Março de 2011

Em busca de tec­no­lo­gias mais limpas e menos agressivas ao meio am­bien­te, fabricantes de chapas offset vêm desenvolvendo e disponibilizando no mercado processos de confecção dessas formas que eliminam ou reduzem a necessidade de tratamentos químicos. Duas tec­no­lo­gias para gravação de chapas offset “ecológicas” são conhecidas pelos termos em inglês processless e low chemistry.

 
Tratamento superficial de filmes plásticos Imprimir E-mail
Escrito por Giselen Cristina Pascotto Witmann   
Qui, 23 de Dezembro de 2010

De modo geral, os filmes plásticos não apresentam as condições ­ideais para a fixação de revestimentos tais como tintas, adesivos e metalização. Isso ocorre porque eles pos­suem su­per­fí­cies não porosas, quimicamente inertes e/ou com bai­xa energia su­per­fi­cial.

 
Calcografia Imprimir E-mail
Escrito por Juliana Coelho de Almeida   
Sex, 05 de Novembro de 2010

A calcografia, também conhecida como talho doce, considerada um processo precursor da rotogravura, é uma das principais tecnologias de impressão de títulos fiduciários no mundo. Seu princípio de funcionamento inclui procedimentos típicos de offset, flexografia e, claro, rotogravura. Trata-​se de um processo direto de reprodução gráfica, com máquinas alimentadas a folha ou bobina, que utiliza como forma de impressão uma chapa revestida com metais, cuja imagem gravada é encavográfica (áreas de impressão em baixo-​relevo). Imprime-​se sobre suportes flexíveis ou semirrígidos, com tintas pastosas de secagem por óxido-​polimerização e penetração.
Uma característica peculiar da calcografia é a existência de uma única forma para todas as cores, as quais são impressas simultaneamente, de modo similar ao dry offset. Para explicar melhor o processo, vamos compará-​lo às tecnologias de impressão mais conhecidas.

 
Montagem de clichês de fotopolímeros Imprimir E-mail
Escrito por Alex Arlindo Mota Correia   
Sáb, 21 de Agosto de 2010

Em poucas décadas o processo flexográfico de impressão evoluiu de procedimentos simples e poucos recursos para um elevado patamar tecnológico. Hoje a flexografia é uma alternativa de excelente qualidade e repetibilidade, especialmente nos segmentos de embalagens, rótulos e etiquetas. Nesse sentido, a técnica de montagem de clichês por microponto foi um importante avanço, que vem permitindo set​ups mais rápidos e melhoria na qualidade de registro. Para explicarmos melhor as vantagens desse procedimento, vamos começar descrevendo os passos de uma montagem manual.

 
O que é Zink? Imprimir E-mail
Escrito por Bruno Mortara   
Sex, 18 de Junho de 2010

Ink significa zero ink, ou seja, impressão sem a utilização de tintas. Essa nova tecnologia de impressão em cores não utiliza cartuchos ou fitas de tinta. Os diferenciais estão no papel e nos dispositivos de impressão Zink. Segundo seu fabricante, a tecnologia se baseia em avanços na química, engenharia, física e ciência da imagem e seu desenvolvimento criou uma carteira de mais de 100 patentes. Apesar de ser uma tecnologia nova, já está em desenvolvimento uma próxima geração de produtos nos laboratórios da Zink, envolvendo fornecedores de insumos, parceiros de tecnologia e aqueles que estão adotando o Zink em impressoras, máquinas fotográficas etc.

 
Motores elétricos Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Paulo Rodrigues Fernandez   
Seg, 03 de Maio de 2010

 

Motores elétricos estão presentes em todos os equipamentos de impressão e em muitas outras máquinas utilizadas na indústria gráfica. Neste artigo vamos explicar como esses dispositivos funcionam. O leitor poderá, inclusive, seguindo orientações simples, construir um pequeno modelo de motor.

 
Visualizadores de impressão Imprimir E-mail
Escrito por Juliana Coelho de Almeida   
Seg, 01 de Fevereiro de 2010

O que é e como opera o sistema de videoinspeção

 
Smart card, sucesso da microeletrônica Imprimir E-mail
Escrito por Mario Zonaro   
Seg, 23 de Novembro de 2009

Na edição nº 67 falamos sobre as fases de produção dos cartões plásticos. Agora, abordaremos uma parte específica, o chip.

 
CIP3, CIP4, PPF, JDF.O que significa essa sopa de letrinhas? Imprimir E-mail
Escrito por Kesler Santos   
Seg, 26 de Outubro de 2009

Elas estão por trás da redução dos tempos de setup e dos erros no processo de produção.

 
Secagem por ultravioleta Imprimir E-mail
Escrito por Antônio Paulo Rodrigues Fernandez   
Qui, 20 de Agosto de 2009

A aplicação de cura por radiação ultravioleta na secagem de tintas e vernizes vem crescendo e já é muito comum, por exemplo, na impressão flexográfica em banda estreita. Neste artigo vamos explicar como funciona uma unidade de cura UV cujos principais componentes são as lâmpadas, refletores, transformadores de tensão, sistema de exaus­tão e, em alguns casos, sistema de refrigeração por flui­do.

 
Sistemas de molhagem. Mitos e verdades Imprimir E-mail
Escrito por Sílvio Nicola da Silva   
Sex, 05 de Junho de 2009

Os vários tipos de sistema de molha e suas características.

 
Provas virtuais Imprimir E-mail
Escrito por Flavio Costa   
Ter, 31 de Março de 2009

Entenda o funcionamento das provas virtuais e suas possibilidades.

 
Os monitores e suas tecnologias – Parte 3 Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Paulo Rodrigues Fernandez   
Sex, 01 de Agosto de 2008

Monitores de plasma

Este é o terceiro e último artigo da série sobre as principais tecnologias de monitores. O primeiro tratou da tecnologia CRT e o segundo abordou os monitores LCD.

 
Os monitores e suas tecnologias – Parte 2 Imprimir E-mail
Escrito por Antonio Paulo Rodrigues Fernandez   
Qui, 01 de Maio de 2008

Monitores LCD

Neste segundo artigo sobre tecnologias utilizadas em monitores — o primeiro tratou dos monitores CRT —, falaremos sobre os monitores de cristal líquido. Na próxima edição explicaremos o funcionamento dos monitores de plasma.

 
Os monitores e suas tecnologias - Parte I Imprimir E-mail
Escrito por Antônio Paulo Rodrigues Fernandez   
Seg, 03 de Março de 2008

Monitores CRT

Nesta série de matérias será abordado como funciona cada uma das principais tecnologias de geração de imagens através de écran (tela) de emissão luminosa.