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Tutorial
Padrão hexagonal no Illustrator Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Justo   
Sex, 30 de Setembro de 2016


Se olharmos bem, é possível ver geo­me­tria em tudo. A geo­me­tria é muito presente no processo de cria­ção de ornamentos e ordenação de espaços. Ela também permite que o expectador perceba uma ordem subjacente presente na natureza e em todo o cosmos, observando-​­se o movimento dos corpos celestes. A própria palavra cosmos, derivada do termo grego kósmos, significa bem ordenado ou ornamentado. Não é à toa que os produtos que usamos para embelezar são designados cosméticos.
Um grande exemplo de aplicação de padrões geo­mé­tri­cos na decoração é a arte islâmica, que por questões re­li­gio­sas privilegia a arte abstrata à figurativa. Por isso, mesquitas e edi­fí­cios sagrados são ricamente decorados com revestimentos com os mais diversos padrões geo­mé­tri­cos e cores. Nessa arte, a figura do círculo representa o símbolo pri­mor­dial da unidade, de onde todas as outras coisas são cria­das e a fonte de toda a diversidade na cria­ção. A divisão regular do círculo é o ponto de partida ri­tual para muitos padrões islâmicos tradicionais.
Neste tu­to­rial vou mostrar como reproduzir um padrão geo­mé­tri­co hexagonal no Adobe Illustrator, ba­sea­do no modelo de cria­ção dos padrões 
geo­mé­tri­cos da arte islâmica.
Para ­criar esse padrão vamos partir de um círculo, desenhado com a ferramenta elipse (L). Mantenha a tecla shift pres­sio­na­da para ­criar um círculo perfeito. Dividindo esse círculo em 12 partes, chega-​­se ao dodecágono, um polígono com 12 lados iguais. Para ­criar essa forma use a ferramenta polígono do Illustrator. Para determinar o número de lados basta usar as setas do teclado ou, com um duplo clique no ícone da ferramenta, abre-​­se uma janela de configuração.
Agora, com a mesma ferramenta polígono, crie quatro triângulos equiláteros, isto é, com os três lados iguais, que caibam dentro do dodecágono. Gire um dos triângulos a 90°, outro a 180°, e o terceiro a 270°. Centralize todos os elementos e você terá a figura que determinará seu padrão geo­mé­tri­co.
Duplique essa forma final cinco vezes, totalizando seis conjuntos. Para isso, arraste o conjunto de elementos se­le­cio­na­do com a tecla Alt do teclado pres­sio­na­da, e arranje-​­os em forma hexagonal.
Crie um hexágono (polígono com seis lados iguais) com a ferramenta polígono e po­si­cio­ne-​­o no centro do conjunto de elementos do padrão geo­mé­tri­co. Os lados do hexágono precisam coincidir com os lados dos triângulos internos; faça isso nos seis conjuntos .
Crie dois triângulos equiláteros, ro­ta­cio­na­dos em 90° e 270°, e po­si­cio­ne-​­os no centro do conjunto.
Por fim, crie um hexágono que determinará os limites do padrão que você irá ­criar. As arestas desse hexágono devem coincidir com o centro dos círculos dos conjuntos de elementos geo­mé­tri­cos. Agora você tem um conjunto de vá­rias linhas que se cruzam; essas linhas irão ajudar a decidir quais formas você usará no seu padrão geo­mé­tri­co decorativo.
Para ajudar a escolher as formas, você pode utilizar a ferramenta Pathfinder para dividir todas as formas que se interceptaram. Use a opção Divide (divisão) da ferramenta. Depois desagrupe o conjunto e se­le­cio­ne os elementos que você pretende colorir no seu padrão geo­mé­tri­co.
Depois de determinar as cores que irão compor o padrão, delete todas as linhas não utilizadas. Temos então somente um hexágono com vá­rios elementos geo­mé­tri­cos coloridos dentro. Crie o padrão no Illustrator partindo desse hexágono final. Para isso, abra o painel Pattern Op­tions, que permite configurar padrões no Illustrator. Se­le­cio­ne o hexágono que acabou de ­criar, clique no submenu do painel Pattern Op­tions e se­le­cio­ne a opção Make Pattern (­criar padrão). Para esse padrão eu escolhi a opção de bloco (Tile Type) hexadecimal por coluna (Hex by Column). Escolha um nome para o novo padrão. Eu nomeei como azulejo e cliquei na opção con­cluí­do (Done) que aparece abaixo da barra de menu do soft­ware.
Pronto! Seu padrão estará disponível na janela de amostras (swatches) para ser aplicado no preen­chi­men­to de qualquer elemento cria­do nesse documento.

Texto: Thiago Justo – publicado na ed.97

 
Recorte de Papel Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Justo   
Sex, 26 de Fevereiro de 2016


Veja como simular o estilo papercut utilizando o Adobe Illustrator e o Pho­to­shop.


Uma das qualidades mais interessantes dos soft­wares gráficos é imitar o estilo e as técnicas manuais. Neste tu­to­rial apresentarei um jeito de re­criar, em am­bien­te digital, o estilo conhecido como papercut ou recorte de papel. Essa técnica é uma das mais antigas e populares na China, e dizem que sua origem é an­te­rior à própria invenção do papel, quando eram utilizados outros materiais bem finos para a confecção dos recortes, como folhas, seda e couro. Tra­di­cio­nal­men­te, os recortes chineses são feitos com papel vermelho e servem para decorar portas e
janelas, sempre simbolizando sorte e felicidade.
Com o tempo, a técnica de recorte de papel foi se espalhando por vá­rios lugares e hoje são utilizados vá­rios tipos de pa­péis, das mais diversas cores. Aqui vamos explorar o efeito de profundidade, obtido por meio de vá­rias camadas de pa­péis de cores diferentes. Você pode ini­ciar seu projeto fazendo o desenho diretamente no Illustrator, com a ferramenta caneta Pen (P) ou esboçando alguma ideia no papel para depois digitalizar a imagem e importá-​­la para o Illustrator (1).


Desenhe cada objeto do seu projeto como se fosse uma folha de papel recortada. Inicie sempre pelos objetos que ficarão embaixo e siga desenhando os objetos, um sobreposto ao outro. Use cores de preen­chi­men­to diferentes para ajudar na vi­sua­li­za­ção do resultado final. O importante é perceber como ficará a interação entre as camadas de objetos desenhados (2 e 3).


Você pode utilizar o recurso de camadas (layers) disponível no soft­ware nesta etapa e desenhar cada objeto sobreposto ao outro. Na janela Layer é possível blo­quear e tirar a vi­sua­li­za­ção dos objetos; além disso, cada camada é identificada com uma cor. Esses recursos facilitam no re­po­si­cio­na­men­to dos desenhos e serão de grande ajuda na hora de transferir esses desenhos vetoriais para o Pho­to­shop (4 e 5).


Continue a construção dos objetos, cada um disposto em uma camada diferente. Quan­do estiver satisfeito com a composição do projeto, comece a testar diferentes cores que intensifiquem o efeito de profundidade. Você pode utilizar a ferramenta Guia de Cores (Color Guide) para ajudar na escolha de combinações de cores. Aqui, escolhi uma combinação de cores ­frias análogas (6).


Com a imagem pronta no Illustrator, é hora de adi­cio­nar os toques finais no Pho­to­shop. Os efeitos de camada que iremos inserir no Pho­to­shop são possíveis de aplicar no próprio Illustrator. Todavia, os efeitos de camada são mais rápidos e precisos no Pho­to­shop. Para isso, crie um novo documento no Pho­to­shop (Cmd + N ou Ctrl + N). Ele deve ter o mesmo tamanho do arquivo feito no Illustrator, neste exemplo um A4. Agora copie (Cmd + C ou Ctrl + C) e cole (Cmd + V ou Ctrl + V) cada uma das camadas feitas no Illustrator nesse novo documento do Pho­to­shop (7 e 8).


Se­le­cio­ne uma camada e, em seguida, dê um duplo clique no ícone Estilo de Camada, na paleta Camadas (layers). Comece pela Sombra Projetada (Drop Shadow) responsável pelo efeito de profundidade. Escolha as configurações, fazendo testes até obter o efeito desejado. Neste caso, usei o modo de mesclagem Multiplicação, opacidade de 22% e ângulo de 120°; também mudei a cor da sombra para um tom mais azulado (9).


A espessura da folha de papel foi re­cria­da com o Chanfro & Entalhe, com estilo de chanfro interno e profundidade de 1%. As opções de tamanho e sua­vi­za­ção alteram bastante o resultado final deste estilo (10). Copie esse estilo para as demais camadas do seu documento, se­le­cio­ne o menu Camada ➠ Estilo de Camada ➠ Co­piar estilo de camada. Com o estilo co­pia­do, se­le­cio­ne todas as camadas e vá para Camada ➠ Estilo de Camada ➠ Colar Estilo de Camada. Isso irá aplicar o estilo em todas as camadas se­le­cio­na­das. Para afinar ou alterar o estilo de alguma camada, basta se­le­cio­ná-​­la para configurar in­di­vi­dual­men­te (11).


Por último, adi­cio­ne um pouco de textura à imagem. Para isso, crie uma nova camada (Ctrl + N). Na janela de configuração da nova camada você pode escolher o nome para essa camada e se­le­cio­nar o Modo Multiplicação. Mantenha a opacidade em 100% e clique na opção Preen­cher com cor neutra de Multiplicação (branco), para que a camada seja cria­da com essas configurações.
A partir daí, adi­cio­ne um pouco de Ruí­do (Filtro ➠ Ruí­do ➠ Adi­cio­nar Ruí­do) para dar uma textura ligeiramente granulada, parecida com a textura de papel. Pronto! É isso, e nem precisou pegar em
uma tesoura (12 e 13).



Thiago Justo é instrutor de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 95

 
Pôster de letras Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Justo   
Qui, 29 de Outubro de 2015


Neste tu­to­rial vamos ­criar um pôster usando apenas as letras da poe­sia Tabacaria, do grande Fernando Pessoa. A ideia ini­cial deste tu­to­rial veio dos caligramas, que são um tipo de poe­sia vi­sual, comuns durante as vanguardas artísticas e que se expressam por meio da disposição gráfica do texto, podendo formar figuras e formas com o texto impresso.
O maior segredo deste tu­to­rial é o uso do filtro Mesclagem (Displace) do Pho­to­shop. Para isso, abra a imagem que pretende utilizar. Eu escolhi um retrato em preto e branco de Fernando Pessoa (1).


Primeiro, aplique um desfoque gaussiano de quatro pixels na imagem. Salve-​­a (Arquivo ➠ Salvar como . . .) como um novo arquivo na extensão .PSD. Esse arquivo servirá de mapa de distorção na aplicação do filtro mesclagem e será usado pos­te­rior­men­te. O desfoque gaussiano ajuda a sua­vi­zar o efeito do filtro de mesclagem, melhorando seu resultado vi­sual. (2, 3, 4)
Abra novamente a imagem original e duplique a camada do Plano de Fundo (Cmd + J ou Ctrl + J), para que você possa sempre ter a imagem original para fazer um comparativo. Agora, crie uma nova camada para a aplicação do texto. Se­le­cio­ne a ferramenta Texto e desenhe um quadro do mesmo tamanho do documento. Digite ou cole todo o texto da poe­sia nesse quadro. Para obter um bloco de texto corrido, retire as quebras de parágrafo e utilize a formatação de texto justificado. (5, 6, 7, 8)
Se­le­cio­ne uma fonte tipográfica para seu projeto. Usei a Bebas Neue, com uma entrelinha bem pequena, quase igual ao tamanho do corpo da fonte, fazendo com que o texto cubra todo o retrato. (9, 10)


Com a camada de texto se­le­cio­na­da, vá para Filtro ➠ Distorção ➠ Mesclagem. Ao aplicar o filtro sobre uma camada de texto, aparecerá uma janela para que o texto seja rasterizado, ou seja, transformado em imagem. Concorde com essa opção. Em seguida, aparecerá a janela de configuração do filtro. Eu escolhi o valor de 7 tanto para a escala horizontal, quanto a vertical. Esses valores podem ser outros, dependendo das características da imagem e do resultado que se espera. Agora, é preciso se­le­cio­nar o arquivo que servirá de mapa de mesclagem. Basta se­le­cio­nar o arquivo .PSD salvo an­te­rior­men­te. (11, 12, 13, 14)


Já temos o texto distorcido de acordo com a imagem do mapa de mesclagem. Faça a seleção dos pixels da camada de texto clicando sobre sua mi­nia­tu­ra na janela de camadas, com a tecla Cmd ou Ctrl pres­sio­na­da. Retire a visibilidade dessa camada e se­le­cio­ne a camada cópia do plano de fundo, ainda com a seleção ativa. Inverta a seleção (Shift + Cmd + I ou Shift + Ctrl + I). E apague (delete) as partes da imagem se­le­cio­na­da. Agora, você tem imagem somente nas ­­áreas das letras. (15, 16, 17, 18)
Crie uma nova camada abaixo dessa e aplique a cor preta em toda a sua área. Pronto, temos um lindo pôster tipográfico do Fernando Pessoa. Para salvar o arquivo mais leve, você pode deletar as camadas não visíveis e achatar toda a imagem. Esse comando encontra-​­se no submenu do
painel Camadas. (19, 20)


É interessante perceber que, graças ao efeito causado pelo filtro de mesclagem, quando se olha a imagem a certa distância o retrato ainda é claramente visível; porém, quando vista de perto,
o observador é estimulado a ler todas as palavras que cons­troem a composição.
Agora, é a sua vez. Faça um retrato com esses mesmos recursos; você pode mudar o tipo de letra, as cores usadas e toda a configuração do filtro de mesclagem. Aproveite!

Thiago Justo é instrutor de pré‑impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris

Artigo publicado na edição nº 94

 
Ligaturas no InDesign Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Justo   
Qua, 19 de Agosto de 2015

Ligatura, ou sua va­ria­ção ligadura, significa ligação. Em tipografia, ligaturas são glifos que representam a fusão de dois ou mais caracteres, como, por exemplo, f+i. Elas são parte de uma classe generalizada de glifos, conhecida como formas contextuais, na qual o formato da letra depende do contexto de seu uso, como a combinação com letras vizinhas ou a proximidade do fim da palavra grafada. Tais glifos são montados como uma unidade, sem a necessidade de juntar dois caracteres distintos, e pos­suem um espaço entre as letras menor do que a composição das respectivas letras separadas (1).


A tecnologia de impressão com tipos móveis empregava fa­mí­lias tipográficas com inúmeras ligaturas e seu uso era amplamente difundido entre os tipógrafos. A substituição da composição ma­nual de texto por máquinas automatizadas de composição e o estabelecimento da tecnologia de fotocomposição fizeram com que o uso das ligaturas ficasse um pouco esquecido, já que nessas novas tec­no­lo­gias esse recurso não já era tão acessível. O aumento do uso de fontes sem serifa, que pos­suem menor necessidade de ligaturas, também contribuiu para esse cenário.
Com o advento do computador e da editoração eletrônica de textos, as ligaturas perderam ainda mais espaço, uma vez que a maioria das fontes digitais não in­cluía este tipo de recurso. Isso se deve ao fato de os primeiros soft­wares gráficos terem sido em língua inglesa, onde as ligaturas são consideradas recursos opcionais e, por essa razão, suas primeiras versões não contavam com esse tipo de recurso de composição de texto.
Outro empecilho para o uso das ligaturas é o número reduzido de caracteres que podem constar em formatos de fontes digitais como o True Type e o Post­Script. Esse número limitado de caracteres por família tipográfica in­via­bi­li­za a incorporação de caracteres especiais à fonte, como ligaturas, frações ou letras do alfabeto cirílico.
Atual­men­te, tudo isso está mudando com os novos recursos das fontes OpenType. Esse formato de fonte digital pode incluir milhares de caracteres à família tipográfica, fornecendo um suporte linguístico bem mais amplo e controle tipográfico apurado. Também podem incluir vá­rios recursos de composição de texto, como swashes, ligaturas condicionais, caixas altas, frações e números ordinais que não estão disponíveis nos demais formatos de fontes digitais. Além do mais, são multiplataforma, podendo ser usadas em sistema Win­dows ou Macintosh, sem recuo de texto quando você troca o arquivo de um sistema para o outro. As fontes OpenType pos­suem este ícone.
Todas as vantagens e facilidades das fontes OpenType fizeram ressurgir o uso das ligaturas, que estão ganhando cada vez mais adeptos. O InDesign pode inserir ligaturas automaticamente em fontes OpenType. Para isso, se­le­cio­ne a opção Ligadura no menu do painel Caractere. Nesse caso, o InDesign irá usar o padrão de ligaturas definidas na fonte, conforme os desenhos produzidos por seu cria­dor (2).


Além disso, os cria­do­res de fontes podem incluir ligaduras opcionais, que não permanecem ativadas em todas as cir­cuns­tân­cias de uso. Se­le­cio­nar essa opção no InDesign permite o uso dessas ligaturas adicionais, caso estejam presentes na fonte. Para habilitar esse recurso, certifique-​­se de que uma fonte OpenType esteja se­le­cio­na­da. Escolha a opção OpenType no menu do painel Caractere e, em seguida, se­le­cio­ne um atributo Ligaduras condicionais (3).


Nesta mesma janela você pode ativar outros recursos adicionais presentes nas fontes OpenType, como frações, floreios (swashes), números ordinais, alternativas de títulos, alternativas contextuais, versalete e zero cortado. Pronto! Agora você nunca mais verá a dupla f+i com os mesmos olhos.

Thiago Justo é instrutor de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 93

 
Seu logo gravado em madeira Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Justo   
Qua, 06 de Maio de 2015

Neste tu­to­rial você confere como ­criar um efeito de madeira gravada usando apenas recursos muito simples de camadas do Pho­to­shop.

Requisitos: Adobe Pho­to­shop e Adobe Illustrator CS ou superior.

Para começar, escolha a imagem da madeira na qual você pretende aplicar o seu logo. Para isso você pode fotografar uma superfície de madeira ou pegar uma fotografia pronta em algum site de banco de imagens. Lembre-​­se que já existem vá­rios sites nos quais é possível baixar imagens gratuitas.

Abra o seu logo no Illustrator. É interessante que ele tenha apenas uma cor. Para melhor simular o efeito de gravação em madeira eu preferi um desenho mais irregular do logo. Por isso abri um arquivo do logo em jpeg no Illustrator e pedi o traçado da imagem (Menu Objeto ➠ Traçado da imagem ➠ Criar) em preto e branco. Na janela de pro­prie­da­des desse recurso é possível ajustar a vetorização automática que o programa faz de imagens bitmap. Ajuste cada um dos recursos de acordo com o efeito desejado. Para verificar o resultado basta se­le­cio­nar a opção Vi­sua­li­zar existente no painel. Depois é só clicar no botão Expandir, na barra de Menu, para conseguir trabalhar cada um dos pontos deste vetor in­di­vi­dual­men­te (1, 2 e 3).

 

 

 

 

 

 

 

Se­le­cio­ne o vetor do logo e copie (Ctrl + C). Abra o arquivo da imagem de madeira no Pho­to­shop e cole o logo em outra camada (Ctrl + V). Mantenha o logo como Objeto inteligente, pois isso facilita a edição deste vetor no Pho­to­shop. Agora você possui duas camadas no documento: uma com a imagem da madeira e outra com
o vetor do logo (4 e 5).

Ajuste o tamanho e a inclinação do logo à sua imagem usando a ferramenta de Transformação Livre do Pho­to­shop (Ctrl + T). Vamos então começar a mexer no estilo da camada que contém o logo. Para isso, se­le­cio­ne a camada, na janela de camadas, e dê um duplo clique sobre ela ou se­le­cio­ne Opções de mesclagem, no submenu da janela (6 e 7).

Para obter o efeito de madeira queimada vai ser preciso ajustar vá­rios itens de estilo de camadas. Primeiro ajuste a Sombra projetada (Drop Shadow), na cor branca, opacidade de 100% e com opção de mescla de subexposição de cores (Color Dodge), ajuste ângulo, distância e tamanho de acordo com a sua imagem (8 e 9).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




Marque a opção de Sombra interna (Inner Shadow), ajustando o modo de mescla para Superexposição de cores (Color Burn). Escolha um tom de cinza para usar. Quan­to mais escura a cor usada, mais escura ficará a sombra. Ajustes de opacidade e tamanho podem ser feitos para tornar o efeito mais rea­lis­ta (10 e 11).

A opção Sobreposição de cor deve ser ajustada para uma cor mais escura e com opacidade de 60%. Esse efeito vai dar o aspecto de queimado à imagem da madeira. Também apliquei o efeito acetinado ao estilo (12 e 13).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para o Brilho externo (Inner Glow) escolha uma cor clara, próxima ao ocre, por se tratar de madeira, com opacidade de 70%. Também aplique uma sombra interna (Inner Shadow) e um contorno (Stroke) não muito espesso — três pontos de espessura bastam —, na cor preta (14, 15 e 16).

Para finalizar, ajuste as Opções de Mescla Padrão. Troque o modo de Mescla para Multiplicação e diminua a opacidade do estilo para pouco mais de 70%. No item Opacidade do preen­chi­men­to (Fill Opacity) coloque o valor de 30%. Quan­to mais transparente ficar o efeito, mais a textura

da madeira será preservada, resultando em uma imagem bem rea­lís­ti­ca (17 e 18). Você pode aplicar esse mesmo efeito em outras texturas, com ferro, couro e tecido. Aproveite!

Thiago Justo é instrutor de pré-​­impressão da Escola Senai Theobaldo De Nigris.

Artigo publicado na edição nº 92

 
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