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Serigrafia Sign FutureTextil leva 41 mil ao Anhembi Imprimir E-mail
Escrito por Tania Galluzi   
Seg, 21 de Julho de 2014

A 24ª edição da Serigrafia Sign FutureTextil aconteceu de 6 a 9 de maio, no Anhembi, em São Paulo. Considerada a maior feira latino-​­americana dos setores de serigrafia, comunicação vi­sual, sinalização, sublimação, impressão digital e têxtil, materiais promocionais, brindes e personalização, o evento atraiu 41 mil pes­soas, público cerca de 8% menor do que no ano passado, quando os organizadores divulgaram a presença de mais de 45 mil visitantes.
Alguns fatores podem explicar esse resultado. Além do fato de a economia do País con­ti­nuar andando de lado, a feira teve a data de rea­li­za­ção antecipada em dois meses em função da Copa do Mundo e das demandas de mercado originadas pelas eleições. O local também foi alterado, migrando do Expo Center Norte para o Anhembi. Segundo Iza França, diretora de comunicação na Economídia, agência responsável pela divulgação do evento, a redução de público já era prevista em razão da eliminação do sábado. “A organização focou na qualificação do público. Veio muita gente de fora de São Paulo, pes­soas que real­men­te estavam interessadas no evento como motivador de ne­gó­cios”.
A julgar pelos números oficiais, o menor fluxo de profissionais não atrapalhou a Serigrafia Sign 2014. Segundo a BTS Informa, promotora do evento, 80% dos participantes já acertaram contratos para a edição de 2015. “As participações foram fechadas durante a própria feira e é sinônimo de que o evento atingiu o objetivo, ou melhor, superou as expectativas”, declarou João Paulo Picolo, diretor da feira.
Entre os expositores entrevistados durante a mostra, a maioria saiu satisfeita. “Registramos aumento de vendas nesta edição em comparação a 2013. O público estava decidido a comprar e estamos muito contentes com nossa participação”, comemorou o diretor geral da Ampla, Lie Tji Tjhun. Na Serilon o clima era o mesmo na tarde do penúltimo dia. “A feira está sur­preen­den­te, pois o mercado está um tanto quanto re­ceo­so e não sa­bía­mos exatamente o que en­con­tra­ría­mos”, disse Carolina de Sotti, coor­de­na­do­ra de mar­ke­ting. Outro estande bastante movimentado foi o da Epson. Com as expectativas ofuscadas pela retração do mercado, Evelin Wanke, gerente de produto para Grandes Formatos, mostrou-​­se igualmente surpresa com o evento. “A feira está boa, recebendo um público qualificado”.
Houve, contudo, quem sentisse falta de expositores importantes. “Tenho a impressão de que a feira estava mais cheia no ano passado. Acho que foi impactada pela Copa e mesmo pela proximidade com outra feira, a ExpoPrint. Grandes players como Durst, Agfa e Vutek não estão aqui”, comentou Ernande Ramos, 
vice-​­presidente da Esko na América Latina.
De acordo com a BTS Informa, esta edição contou com o mesmo número de marcas e área de exposição em relação ao ano passado: mais de 650 marcas expositoras, espalhadas por 40 mil metros quadrados. Para 2015, a Serigrafia Sign FutureTextil abrigará um congresso para apresentar ten­dên­cias de mercado e inovações tecnológicas. A BTS Informa já está alinhada com a ISA (In­ter­na­tio­nal Sign As­so­cia­tion) para que a próxima edição tenha forte participação em con­teú­do sobre o mercado serigráfico e de comunicação vi­sual. “Que­re­mos trazer cada vez mais visitantes de todo o Brasil e da América Latina para a Serigrafia Sign”, 
afirma João Paulo Picolo.

Lançamentos
Ampla
Fabricante na­cio­nal de impressoras digitais de grande formato, a Ampla comemorou 10 anos de atua­ção com o lançamento da nova geração das impressoras Targa XT, mais robustas e rápidas. A empresa também aproveitou para anun­ciar o acordo com a francesa Caldera, desenvolvedora do soft­ware RIP Caldeira, dedicado aos grandes formatos, que agora equipa as impressoras Targa XT. Com preços va­rian­do entre R$ 99 mil e R$ 385 mil (solvente, LED UV e sublimação), a Ampla exibia como atrativo a possiblidade de usar o Finame, fi­nan­cia­men­to de longo prazo do BNDES para a compra de equipamentos fabricados no Brasil. O modelo topo na linha solvente, a Targa XT 3216, é equipada com 16 cabeças de impressão, atingindo velocidade de 320 m2/h no modo rascunho (2 passadas). O equipamento trabalha com quatro cores e largura de impressão de 3,20 m, com alimentação rolo-​­a-rolo.
Destaque também para a Targa XT AquaTex, di­re­cio­na­da para o segmento têxtil, no qual a Ampla ingressou em 2013. O modelo mais parrudo, o 1816, conta com 16 cabeças de impressão, velocidade de 229 m2/h no modo rascunho (2 passadas) e largura de impressão de 1,80m. O equipamento também trabalha com quatro cores e tintas para sublimação à base d’água.

Colacril
Para a área de mí­dias foi apresentada a nova Colacril Sign Lona B.O. Duplo Uso. Lona vinílica, laminada e revestida em tela de PVC, com gramatura de 440 g/m2, é compatível com impressão solvente e UV, sendo recomendada para comunicação vi­sual suspensa, com a possibilidade de inserir imagens de ambos os lados sem a necessidade de solda, tornando o trabalho mais leve. O produto tem acabamento de cor branco fosco e está disponível na largura de 3,20 m.

Epson
Mais de dez soluções foram apresentadas pela Epson, que destacou o pré-​­lançamento da compacta SureColor F2000, que imprime diretamente sobre tecidos e peças de algodão, inaugurando na empresa o segmento de impressão direta em tecido. ­Ideal para impressão em camisetas, com limite de área de impressão de 16 × 20 cm, a máquina possibilita a estampa de uma nova peça a cada 27 segundos utilizando tinta UltraChrome DG, combinando as quatro cores com a tinta branca e líquido de pré-​­tratamento. Com custo de R$ 85 mil, o modelo com a tecnologia Pre­ci­sion Core, microchip desenvolvido para a impressão de gotas de tamanhos va­ria­dos, garantindo alto desempenho, com maior velocidade e definição nas imagens.

Esko
Para o segmento de displays e sinalização, a Esko lançou a nova mesa de corte Kongsberg V. O modelo exposto vem com um cabeçote porta-​­ferramentas MultiCut para produtividade de laminação, juntamente com um sistema de câmera, adequados para produção de peças de sinalização em tamanhos menores. Foi mostrada igualmente a mesa de corte Kongsberg i-XP 44, com área de trabalho de 2.210 × 3.200 mm e velocidade máxima de 100 m/min. O sistema pode converter materiais em placas, folhas e rolos, incluindo vinil, papelão, plástico corrugado, placas de espuma e materiais rígidos como MDF, compensado de madeira, PVC e acrílico.

HP
A Serigrafia Sign foi palco para a estreia no Brasil da terceira geração das impressoras látex da HP, base d’água. Voltada para birôs de impressão e gráficas rápidas, a nova linha HP Látex série 300, substitui o modelo 260 com três opções: 310, 330 e 360, com preços va­rian­do entre R$ 60 mil e R$ 99 mil. O foco é o mercado de baixo volume, para aplicações externas e internas em lona, vinil adesivo, papel de parede, tecido, entre outros materiais. O modelo de entrada, 310, desenvolvido para operação em espaços pequenos, tem formato máximo de 137 cm, com alimentação de mídia frontal para maximizar a área de produção. A impressora HP Látex 330 de 162,5 cm combina versatilidade de aplicação com acessibilidade, aceitando rolos maiores, mais pesados e imprimindo até 50 m2/h. A 360, no mesmo formato, imprime até 91 m2/h e aumenta a versatilidade de aplicação com um coletor de tinta para têxteis porosos. A impressora oferece registro frente e verso automático para impressão de faixas em ambos os lados.

Océ
Para o mercado de displays, a Océ apresentou as novas impressoras UV flatbed Arizona 460 e 660 GT. Po­si­cio­na­das no segmento true flatbed (com sistema de vácuo para manutenção do registro), os modelos atingem velocidade de até 60 m2/h (mesa) e 43,3 m2/h (rolo) com qualidade de imagem fotográfica, reproduzindo textos legíveis de 2 pt. Os equipamentos pos­suem seis canais de tinta UV independentes, verniz localizado para aplicações decorativas e dupla opacidade do branco, se o verniz não for utilizado. A área máxima de impressão é de 1,25 m × 2,51 m, aceitando materiais com su­per­fí­cies irregulares ou pesadas, como vidro ou madeira.

Oki
A Oki esteve na feira com a impressora C711WT, lançada na ExpoPrint Digital e Fespa Brasil 2013, que trouxe o toner branco à impressão laser LED. O di­re­cio­na­men­to é a impressão de vá­rios tipos de pa­péis, incluindo transfers, pa­péis coloridos e transparentes, em formato A4 e gramaturas de até 250 g/m2. Já o modelo C941 possibilita a impressão multimídia no formato A3+, em gramaturas de até 360 g/m2 com toner branco e ­clear.

Roland DG
No campo da sublimação, a Roland DG mostrou a impressora XF-640S, desenvolvida para quem precisa de alta produtividade e qualidade. O modelo alcança até 122 m2/h, com largura de 1,60 m. Já para o mercado de brindes, a empresa lançou a VersaUV LEF-20, capaz de imprimir sobre praticamente qualquer objeto plano ou tri­di­men­sio­nal até 100 mm de altura e 508 (l) × 330 (c) mm. A impressora trabalha com tinta transparente, pro­por­cio­nan­do acabamento brilhante ou fosco, efeitos de texturas e relevo.

Serilon
Trabalhando com marcas tradicionais como Agfa, Xerox e Mimaki e outras menos conhecidas, como a chinesa Human Digital, além da brasileira Rizon, a Serilon contou com três lançamentos: as impressoras solvente Q-​­Jet e sublimação E-​­Jet 2, ambas da Human Digital, e a router (mesa de corte) laser Primalinea 1310, da Rizon. A primeira tem formato de boca de 3,20 m e velocidade de 120 m2/h, enquanto a mesa de corte tem área de trabalho de 1,30 × 1 m e laser com potência de 150w.

T&C
As soluções Epson também puderam ser conferidas no estande da T&C, que recebeu durante a feira o prêmio de melhor performance de vendas entre os revendedores Epson em 2013. O destaque ficou para a linha SureColor F6070 e F7070, impressão sublimática, equipadas com as novas tintas UltraChrome DS. As novas cabeças de impressão desenvolvidas exclusivamente para o processo de sublimação, que atingem quase o dobro da velocidade da geração an­te­rior, possibilitam maior precisão no po­si­cio­na­men­to da gota. Os equipamentos atingem velocidade de 58,9 m2/h, sendo que a 6070, formato 1,11 m, vem com cortador automático de folhas, e a 7070, formato 1,62 m, com rebobinador automático.


Uma produtiva 
visita guiada
Ava­liar a feira através dos olhos de um empresário do setor. Com esse objetivo, a revista Tecnologia Gráfica acompanhou a visita de Pedro Dourado, presidente da Uranos 2, à Serigrafia Sign 2014. Foram mais de cinco horas ininterruptas percorrendo os corredores da feira, andança acompanhada de muita conversa e vá­rias paradas para esclarecer dúvidas com os expositores e também para Pedro cumprimentar parceiros e amigos. Soteropolitano, Pedro soma 28 anos de ex­pe­riên­cia no setor. Começou sua vida pro­fis­sio­nal em 1987 em uma das maiores agên­cias da Bahia, a Propeg, como responsável pela compra e produção de materiais gráficos. Sete anos depois fundou a Uranos 2 Comunicação Vi­sual em um pequeno escritório no bairro de Pia­tã, em Salvador. Um ano depois a empresa já ocupava uma área de 4.500 metros quadrados no município de Lauro de Freitas. Hoje a Uranos 2 atua nas ­­áreas de comunicação vi­sual, mídia ex­te­rior e gráfica rápida, contando com três lojas abertas ao público, além da loja vir­tual. Pedro é também o ­atual presidente da As­so­cia­ção Baiana do Mercado Publicitário, ABMP.
E o que uma feira como a Sign Serigrafia tem a oferecer a profissionais como Pedro? “Venho principalmente para sentir o mercado, ver como estão po­si­cio­na­dos os fornecedores, fazer contatos.” Nesse sentido o empresário ficou um pouco de­cep­cio­na­do com a ausência de marcas como Durst, Inca e Vutek, o que na opi­nião dele reflete o di­re­cio­na­men­to da feira para as pequenas empresas. Pedro também não encontrou no evento lançamentos de peso. “Não vi nenhuma grande novidade. É como fazem com os fabricantes de carros. Trocam a grade dianteira e têm um novo modelo”. Mesmo assim ele reiterou o valor da visita do ponto de vista do re­la­cio­na­men­to. “Sempre vale vir à feira para ver os amigos e trocar ideias”.
Pedro aproveitou nossa jornada para conferir, por exemplo, a mesa de corte que está comprando da Aviso, uma router tupia de alto desempenho, desenhada para gravar ou recortar materiais como madeira, MDF, acrílico, espuma e chapas de aço. Enquanto Pedro conversava com o técnico que o atende, encontramos Flavio Medeiros, da Pigma, diretor do Grupo Em­pre­sa­rial de Impressão Digital da Abigraf-​­SP, GE-​­Digi, e seu filho, Flavio Medeiros Jú­nior. Também interessados nas soluções da Aviso, fabricante na­cio­nal de equipamentos para sinalização, a dupla está fazendo o caminho inverso do rea­li­za­do por Pedro. Enquanto a Uranos 2 começou com a sinalização para depois incorporar a mídia ex­te­rior e então oferecer produtos gráficos como cartões de visita e fôlderes, Flavio parte para somar à sua ex­pe­riên­cia em gráfica digital a prestação de serviço em comunicação vi­sual.
Uma conversa que pode gerar negócio aconteceu com Ernande Ramos, vice-​­presidente da Esko na América Latina. Pedro consultou-​­o sobre dispositivos para braile e descobriu que a Esko dispõe de uma ferramenta que pode ser adi­cio­na­da às mesas de corte para a impressão de textos em braile através de gotas de silicone.
Chamou a atenção do empresário a presença marcante e luminosa dos fornecedores de soluções em LED, desde grandes painéis até fitas de alta durabilidade. Num dos estandes, Pedro quis mais detalhes de painéis menores, os lightbox, com iluminação em LED, nos quais os anún­cios impressos podem ser facilmente trocados. “Posso tê-​­los e alugá-​­los para os clien­tes”, maquinou o publicitário que vive dentro de Pedro.
Com essa última parada encerrou-​­se nossa visita, ao que tudo indica com boas ideias e contatos para o empresário e muito aprendizado para esta que vos fala. E não é também para isso que vamos a uma feira?

Artigo publicado na edição nº 89