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Criatividade e uso de normas impulsionam a qualidade Imprimir E-mail
Escrito por Sergio Azman e Tania Galluzzi   
Seg, 01 de Fevereiro de 2010

Gráficas vencedoras no segmento Inovação Tecnológica falam dos desafios de criar peças e processos diferenciados.

Em 2009, tendo como meta ampliar o incentivo à adoção de normas técnicas, uma nova categoria foi incorporada na 19‒ª edição do Prêmio Fernando Pini: Conformidade com a Norma NBR ISO 12647-​7 – Provas Digitais, somando à já existente Conformidade com a Norma NBR ISO 12.647-​2 – Impressão em Offset Plana e Offset Rotativa Heatset. De acordo com Francisco Veloso, coordenador do concurso, o mercado recebeu bem a novidade, garantindo um bom nível competitivo. Aliadas à categoria Inovação Tecnológica ou Complexidade Técnica do Processo, compõem o segmento voltado à criatividade técnica, à valorização da busca diária de soluções que superem as expectativas do cliente através da tecnologia e da acuidade nos processos produtivos. A seguir, os cases vencedores nessas três categorias.


Inovação 
Tecnológica
Produto: 
Estojo Iluminado EmbalagemMarca 2008
Gráfica: 
Antilhas Embalagens Editora e Gráfica S.A
Cliente: EmbalagemMarca
Desenvolver uma embalagem moderna que acomodasse troféus e os apresentasse de maneira glamorosa, acomodando-​os com segurança. Esse era o desafio proposto pelo cliente à Antilhas, gráfica com 30 anos de mercado e 562 funcionários. Apesar da experiência na criação, desenvolvimento, produção e distribuição de embalagens flexíveis e semirrígidas, César Monteiro, analista de marketing da gráfica, conta que foi preciso adaptar processos e procedimentos para a produção da embalagem vencedora do 
Prêmio Fernando Pini.
O produto foi desenvolvido para a entrega dos troféus do prêmio EmbalagemMarca, e possui sensores de movimento que acionam leds, iluminando o troféu sempre que a embalagem é aberta. “Para isso, precisamos adaptar o processo de fabricação para o sistema de iluminação, que foi feito manualmente, totalmente orientado pelas áreas de Inovação e Desenvolvimento da Antilhas.”
Segundo César, desde a captação do briefing, o objetivo foi desenvolver ideias e soluções que atendessem e surpreendessem ao cliente com o resultado final. “A diferenciação através da iluminação foi totalmente aceita pela capacidade de produção e concretizada após os primeiros testes.” Aprovado um protótipo, a produção em escala envolveu áreas específicas como a Engenharia de Manutenção, pré-​impressão, toda a área industrial e fundamentalmente o departamento de I&D. O analista de Mkt ressalta que outro diferencial importante, em sua opinião, foi a sintonia entre o produto e o troféu, que transforma todo o conceito em um só. “A adaptação dos componentes eletrônicos também mostra a alta tecnologia e modernização das embalagens 
feitas pela Antilhas.”
Dados técnicos
Formato: 279 x 186 x 98 mm
Substrato: Cartão TP Premium 325 g/m²
Recursos de acabamento: 
Verniz de proteção + laminação BOPP fosco + verniz High Gloss brilho 40% e textura fina brilho 40% em serigrafia na frente 
+ laminação prata brilho no fundo
Impressão: 2 × 2 cores
Tiragem: 250 unidades


Conformidade com a 
Norma NBR ISO 12647-​7
Produto: 
Prova Contratual Digital GMG Color
Gráfica: Colorpixel
Cliente: Colorpixel
A partir do momento em que começou suas atividades, em 2006, a Colorpixel se preocupou com a qualidade de seus produtos e, por isso, assim que iniciou o serviço de impressão de provas de cor digitais, já implantou a norma NBR ISO 12647-​7. “Desde o início, procuramos fazer um produto que atendesse a norma, seja para ser um diferencial de qualidade para os nossos clientes, bem como para refletir as condições de impressão referenciadas pela norma, que espelham um processo produtivo padronizado com excelência garantido”, conta Lorenzo Ridolfi, diretor da gráfica de pequeno porte, focada em consultoria em gerenciamento de cores e serviços de pré-​impressão como separação de cores e 
impressão de provas de cores digitais.
Segundo Lorenzo, o primeiro passo da realização de qualquer prova de cor é a escolha dos insumos e da tecnologia. “Dada a importância do prêmio, escolhi um papel de excelente qualidade produzido especialmente para a impressão de provas de cor, da GMG Color, mesmo fornecedor do software de impressão de provas. As tintas eram as originais da impressora Epson 4880. O software da GMG Color também foi a escolha pelos mecanismos avançados de gerenciamento de cores.”
Nos RIPs mais avançados, o acerto de cor é feito em duas etapas. A primeira etapa é a calibração, para compensar variações no comportamento da impressão e manter as cores estáveis ao longo do tempo. “Ao contrário dos RIPs mais simples, que fazem uma linearização básica, semelhante ao ajuste de curvas de um CtP, o GMG Color possui um mecanismo de calibração bem sofisticado que se assemelha à criação de um perfil ICC. Esse mecanismo sempre diminui um pouco a saturação das cores primárias e secundárias para ter algum espaço de manobra, a fim de compensar flutuações de saturação na impressão. O grande desafio é obter uma calibração eficiente, mas que não comprometa as saturações das cores primárias. No caso do Prêmio Fernando Pini, que é baseado na ISO 12647-​7, esse desafio é considerável, já que essa norma impõe cores primárias bem saturadas”, explica Lorenzo.
A segunda parte do ajuste de cores nos RIPs mais avançados, consiste na criação de um perfil de cores do tipo device link. Esse tipo de perfil possibilita conversões de cores mais precisas e com transições mais suaves. Na Colorpixel, a criação desse perfil é feita por meio de ciclos repetitivos de medições a ajustes nas cores do perfil. “Para o perfil do Prêmio Fernando Pini, realizei diversos ciclos para aprimorar a precisão da prova. É importante observar se as transições permanecem suaves durante a realização dos ciclos ou se há necessidade de algum ajuste fino no perfil. Na prova enviada ao concurso, conseguimos uma precisão muito boa (cerca de 0.3 Delta-​E de média), sem sacrificar a precisão das cores.”
Dados técnicos
Formato: 
Formato preestabelecido pelo regulamento
Substrato: 
Papel GMG Color importado da Alemanha
Recursos de acabamento: Nenhum
Impressão: Epson 4880 com tintas originais
Tiragem: Não se aplica


Conformidade com a 
Norma NBR ISO 12647-​2
Produto: Revista Sexy n‒º 358
Gráfica: Log & Print Gráfica e Logística
Cliente: Editora Rick Dan
Com a evolução do mercado gráfico e a chegada da era digital, os grandes fabricantes de tecnologia lançaram no mercado gráfico diversos softwares, sistemas de provas, papéis, tintas e diversos insumos, que fizeram com que cada gráfica, birô de fotolito, estúdios de premedia e até mesmo editoras buscassem seu próprio perfil de cor (ICC). Para o mercado editorial, no entanto, a solução própria de cada empresa dificultou o processo, pois uma gráfica editorial tem de abrir em seus produtos arquivos de várias fontes. “Não havia uma padronização para o intercâmbio no mercado gráfico, e na maioria das vezes a gráfica era penalizada por um problema que fugia do nosso controle. Por isso, pensando em melhorar a qualidade de nossos produtos impressos, adotamos a norma ISO como base de nossa produção, trazendo para nosso ambiente de trabalho os parâmetros e tolerâncias aceitos e adotados nos países da Europa desde 2002”, explica Alan Wigmir Alves, gerente da área técnica e desenvolvimento de novos produtos Log & Print.
O processo de implantação foi iniciado em 2008, com a participação de fornecedores, clientes e conscientização de todos os profissionais envolvidos no processo, com treinamento e aprendizado contínuo.
Um dos principais desafios, segundo Alan, foi implantar o gerenciamento de cores de forma eficaz. “Quando citamos a norma ISO 12647 estamos falando de gerenciamento de cores puro, e o grande segredo é controlar o processo produtivo como um todo, desde o início do projeto até a impressão final.” O segundo desafio foi conscientizar o mercado dos benefícios desse processo. “Para isso, foi muito importante a ajuda da ABTG, que também levanta a bandeira da padronização. Nossos profissionais participam do ONS 27 e juntos traduzimos normas, criamos cartilhas para orientar o mercado a trabalhar dentro de parâmetros e tolerâncias, ou seja, tornar o mercado mais profissional e menos 
subjetivo e questionável.”
O gerente acredita que a padronização dos sistemas de provas dentro de um espaço de cor conhecido e reproduzível da norma ISO 12647 melhorou muito o ambiente de impressão. “Paramos de receber as chamadas provas maravilhas, que possuem espaços de cor maiores que os da offset, que jamais serão reproduzidos em produção e prejudicam aqueles que trabalharam corretamente. O controle eficaz dos insumos relacionados diretamente à impressão offset nos proporcionou conforto no nosso dia-​a-dia.” Ele conclui dizendo que a homologação de um processo de impressão dentro dos parâmetros da ISO 12647-​2 traz uma impressão com cores vivas e equilibradas, cinzas balanceados, cores primárias e secundárias controladas, sem contar que com os ajustes das curvas dentro dos parâmetros resulta em passagens suaves nos meios-​tons, fazendo com que se possa reproduzir as áreas de mínimas, luzes, meia-​tinta e sombras sem surpresas, com resultados muito próximos das provas de referência.
Dados técnicos
Formato: 202 x 266 cm
Substrato: 
Capa – Couché 150 g/m² brilhante
Miolo – LWC 80 g/m²
Recursos de acabamento: 
Cola de lombo e Refile trilateral
Impressão: 
Capa – Offset plana. 
Miolo – Offset rotativa
Tiragem: 54.000 exemplares


Qualidade em todo o Brasil
A festa de entrega do 19º Prêmio Fernando Pini foi rea­li­za­da no dia 24 de novembro, atrain­do a atenção de cerca de 2.500 pes­soas, que enfrentaram a chuva e o caos no trânsito pau­lis­ta­no para conhecer os vencedores e participar da ­maior confraternização do setor. Ao todo, 42 gráficas e 12 fornecedores saí­ram do Expo Barra Funda com tro­féus nas mãos. Os destaques foram a pernambucana Facform, com sete conta-​fios dou­ra­dos; Ipsis, que conquistou seis; e Ibep e Plural, cada uma com quatro prê­mios. Em 2009, 200 empresas, de 16 estados, inscreveram 1.331 produtos. Das vencedoras, 31 gráficas são de São Pau­lo, três do Paraná, três do Rio Grande do Sul, duas do Rio de Ja­nei­ro, uma de Minas Ge­rais, uma da Pa­raí­ba, e uma de Pernambuco.


Fornecedores falam da premiação
A 19ª edição do Prêmio Fernando Pini am­pliou o escopo da ava­lia­ção dos fornecedores, que passou a ser decidida em votação na­cio­nal. A escolha dos vencedores em 2009 foi fei­ta pela Internet. Puderam votar todas as gráficas (um voto por CNPJ), independente de estarem participando do concurso ou serem as­so­cia­das ao Sistema Abigraf. A votação ficou aberta por 60 dias, e os ganhadores foram os fornecedores que conseguiram as maio­res pon­tua­ções nos quesitos atendimento técnico, atendimento co­mer­cial, con­fia­bi­li­da­de no produto/equipamento e cumprimento de prazos.
Aqui, os de­poi­men­tos de alguns dos fornecedores vencedores do 19º Prêmio Fernando Pini.


“Ficamos mui­to contentes com o prêmio, pois é uma forma de reconhecimento dos nossos clien­tes pelos nossos produtos. A Goss tem uma ampla linha de máquinas co­mer­ciais rotativas, o que faz com que possamos oferecer o equipamento mais adequado para os nossos clien­tes. Com o slogan ‘New ways of print’, estamos sempre inovando e temos produtos que são re­fe­rên­cias no mercado gráfico.”
Vitor Dragone
Diretor geral da Goss In­ter­na­tio­nal Brasil


“Acredito que o prêmio é fruto da nossa ampla oferta de produtos, com duas linhas prin­ci­pais: verniz à base de água, com mui­tos produtos diferentes no tocante à aplicação e efei­tos, o que faz com que tenhamos boa penetração no mercado edi­to­rial e de embalagens; e vernizes UV, com grande oferta para máquinas online e processos de impressão, in­cluin­do serigrafia. Foi essa somatória que nos fez conquistar o prêmio.”
Francisco Veloso Filho
Diretor da Overlake Vernizes Gráficos


“A Agfa sentiu-​se honrada e mui­to feliz por novamente vencer em duas ca­te­go­rias tão importantes do processo gráfico e para a empresa. Não foi uma surpresa, pois somos líderes de mercado na re­gião, mas pelo fato da mudança na forma de votação.”
Eduar­do Sou­za
Gerente de mar­ke­ting da Agfa Graphics do Brasil


“A mudança de critério de ava­lia­ção tornou o prêmio mais significativo, uma vez que os quesitos ava­lia­dos mostraram a se­rie­da­de e rigidez na ava­lia­ção completa com relação ao serviço prestado pelos fornecedores da indústria. Esse foi o nosso quinto prêmio Fernando Pini, sendo que ganhamos consecutivamente nos últimos três anos.”
Margarida Iervolino
Gerente na­cio­nal de vendas Day Brasil


“Com o processo ­atual, a seleção dos ganhadores ficou mais cri­te­rio­sa, mais rigorosa. Para nós foi um grande prazer sermos escolhidos pelos nossos pró­prios clien­tes para receber tal pre­mia­ção. O fato de a Suzano ter sido pre­mia­da em um importante e consolidado prêmio como o Fernando Pini é mais uma prova da di­fe­ren­cia­ção de nossos produtos.”
Adria­no Canela
Gerente executivo de estratégia e mar­ke­ting da Suzano


“Ficamos mui­to sa­tis­fei­tos com o resultado, apesar de acreditar que a escolha poderia ter um critério mais assertivo. Nos últimos anos, a Sun Chemical tem investido mui­to em pesquisa e desenvolvimento, acreditando que precisamos oferecer um di­fe­ren­cial aos clien­tes e nos di­fe­ren­ciar através de inovação, serviços e tecnologia. Temos trabalhado fortemente com nossos par­cei­ros, fornecendo valor, e não somente quilos de tintas, e acreditamos que o mercado tem reconhecido e valorizado isso.”
Cristina Barros
Coor­de­na­do­ra de mar­ke­ting da Sun Chemical


“Atribuo o prêmio à nossa tradição, ao nosso pós-​venda, que é mui­to sério, e à qualidade do produto. A forma de votação se tornou mais transparente, mais abrangente. Sempre ficávamos entre os finalistas, mas dessa vez tivemos uma surpresa agradável, acredito que em função do tipo de votação.”
Arnaldo De Zorzi Jú­nior
Diretor fi­nan­cei­ro da Gua­ra­ni/Irmãos De Zorzi

 

Texto publicado na Edição 70